30 de novembro de 2010

Adeus, Frank Drebin!

"Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou."


Richard Bach




A missão de Leslie Nielsen, esse ator canadense de 84 anos que figurou nas comédias mais engraçadas de todos os tempos, terminou aqui na Terra no dia 28 último, vítima dos efeitos de uma pneumonia. Falar sobre morte nunca é uma experiência agradável, em especial porque nada podemos afirmar com precisão sobre ela a não ser o fato de que ela abraçará a todos nós mais dia ou menos dia (mais dia, de preferência). Já que é assim, melhor fazer dessa homenagem a Leslie Nielsen a menos mórbida possível.

Não pretendo me estender aqui falando de sua longa carreira (entre cinema e televisão foram mais de 60 anos), de seus papéis mais importantes ou de sua vida pessoal (que eu nem conheço). Minha homenagem é focada em Frank Drebin, o detetive atrapalhado que Nielsen interpretou na série cinematográfica Corra que a Polícia vem aí (Naked Gun), e que me acabou de tanto rir nas saudosas tardes em frente à TV da minha adolescência.

Gosto demais dos três filmes da série, mas em especial me lembro do segundo, em que Frank tem que deter poderosos fornecedores de petróleo que sequestram um brilhante cientista cujo projeto para se obter energia de forma barata no futuro desinteressam tais industriais. Com muita confusão e situações hilárias (em falta hoje no cinema pastelão) Frank acaba detendo Quentin Hapsburg ("Hambúguer Quentinho" como diria Márcio Seixas na dublagem) e seus capangas, sem que antes tenha matado todo mundo de rir.

Poucas foram as comédias que me cativaram da forma como os filmes de Leslie Nielsen o fizeram, e esse feito é graças a sua presença em cena e a sua interpretação engraçadíssima. Embora seja uma situação triste a morte desses grandes astros, a parte boa é que sua obra jamais morre e Leslie Nielsen será para sempre capaz de me fazer rir na pele do pior detetive de todos os tempos, imortalizado em seus filmes.

Sua passagem aqui foi duradoura, e seu legado será igualmente duradouro. Creio que enfim podemos dizer Missão cumprida, Frank! Obrigado pelas tardes de riso ininterrupto e divirta bastante esse pessoal aí onde quer que você esteja!

Corra que a Polícia vem aí 2 1/2:





Corra que a Polícia vem aí 33 1/3:





Esses filmes são muito bons! Pena que as comédias de hoje sejam tão fracas e sem criatividade.

NAMASTE!

28 de novembro de 2010

É mágica... O fim do casamento do Aranha

Sim, eu sou um verme.
Há dois anos mais ou menos, ao fim da saga One More Day (Um dia a mais aqui no Brasil) nas publicações nacionais do Homem Aranha, eu decidi por mim mesmo que eu não voltaria a colecionar HQs do herói aracnídeo, contrariado com os eventos que culminaram no maior reboot que já aconteceu nas histórias em quadrinhos: o fim do casamento de Peter e Mary Jane.

Não, eles não se divorciaram e nem a MJ largou o Peter pra viver com outro, o buraco é mais embaixo e envolve até mesmo pactos demoníacos.
Como diria Jack, o estripador, vamos por partes (tá, piada velha, eu sei).
Ao longo dos últimos anos o personagem Homem Aranha passou por poucas e boas nas mãos dos roteiristas de suas HQs, e enredos pra lá de absurdos surgiram sob a batuta do editor-chefe da Marvel, Joe Quesada. Quesada assumiu o cargo em meados de 2000, ano em que a Marvel começava a se reabilitar de sua quase falência ocorrida no finalzinho dos anos 90, e o gorducho conseguiu com grande esforço ajudar nessa reabilitação, fazendo com que a editora voltasse a seu status quo anterior.
Entre outras coisas, Quesada criou os selos Marvel Knights e MAX, com histórias de conteúdo adulto, e estimulou a criação do universo Ultimate, mais voltado para o público adolescente.
As vendas voltaram a aumentar, e a Marvel se manteve no topo ultrapassando a Distinta Concorrente e seus principais títulos por um longo período. O Universo Ultimate vinha no embalo dos filmes do Homem Aranha e dos X-Men que haviam renovado o jeito de se fazer filme com personagens de Quadrinhos no cinema, e a renovação do público exigia também novas histórias. Sob o comando de Brian Michael Bendis nos roteiros e Mark Bagley nos desenhos, o Homem Aranha Ultimate ganhou fácil a aceitação do público jovem que passou a se identificar com o herói adolescente. Nesse universo a vida de Peter Parker e seu alter-ego é recontada desde o início com alterações básicas na história original como a teia orgânica (como nos filmes), as características físicas de personagens e a origem de seus vilões. Peter é o mesmo adolescente do começo da carreira do universo tradicional (chamado de Universo 616), mas a forma como suas histórias acontecem é outra completamente. Quesada começou a ter fixação em trazer o Aranha para mais próximo do público jovem, o que desde os primórdios era a ideia de Stan Lee ao criar o personagem, mas infelizmente ele não se conteve só no universo Ultimate e avançou com sede para o 616, começando a fazer (ou permitir) alterações que rascunhavam o que ele queria de verdade: tornar o herói solteiro outra vez.

Foram tantos absurdos escritos para o personagem durante os últimos anos que eu ficaria escrevendo aqui por horas. Só relembrando por cima as enrascadas em que meteram o Escalador de Paredes, posso citar a suposta morte de Mary Jane em um acidente aéreo, a ridícula história dos poderes totêmicos do Aranha (onde ele descobria que na verdade ele era um descendente de uma casta de Homens-Aranhas e que a aranha irradiada não o havia picado por acidente), a transformação do personagem numa aranha de verdade, nos novos poderes (ferrões saindo pelos braços, controle sobre insetos...), a Saga o Outro, onde Peter morre após ser agredido ferozmente por Morlun (e perde um olho!) apenas para renascer mais tarde de dentro de seu próprio corpo e se reconstruindo dentro de um casulo (!!), Os filhos de Gwen Stacy com Norman Osborn (!!), o surgimento do Duende Cinzento (um dos filhos de Gwen), etc., etc.. É muita história ruim para um personagem só, e esse foi só o começo da ladeira em que o pobre Aranha começou a descer.
Após a infeliz saga O Outro, lançada até com bastante euforia pela Marvel, veio a Guerra Civil escrita por Mark Millar e foi aí que o caldo entornou de vez para o Amigão da Vizinhança. No enredo, uma lei de registro de super-heróis apoiada pelo governo americano e pelo Homem de Ferro (após um acidente na cidade de Stamford que matou milhares de moradores, provocado pelos Novos Guerreiros e o vilão Nitro) ameaçava entrar em vigor, e Peter Parker se viu envolvido no conflito por estar morando com os Vingadores sob a tutela de Tony Stark. O alter ego do Homem de Ferro vinha ajudando Peter a se recuperar desde sua "aparente morte", e influenciado pelo milionário, o herói acabou ficando a seu lado na Guerra, contra o Capitão América e sua equipe. A lei de registro exigia que todo super-herói em solo americano revelasse sua identidade para o governo, impedindo assim que seus atos como vigilantes ficassem impunes como havia acontecido em Stamford. Persuadido por Stark e com o apoio de Mary Jane e da tia May, o Aranha tomou uma das atitudes mais absurdas de toda sua vida, revelando sua identidade secreta para o mundo em rede nacional, em apoio à lei de registro. A partir de então, ao contrário do que imaginava, Peter começou a ver sua vida transformada num inferno e tão logo ele se arrependeu do lado que escolhera na Guerra Civil, Stark o abandonou à própria sorte, deixando-o desesperado tendo que manter a família a salvo enquanto era caçado por todos os lados por seus inimigos e com sua identidade secreta exposta. Como o Capitão América o havia alertado, Peter havia dado o CEP da Mary Jane para todos seus inimigos. Troféu “parabéns campeão” para o Cabeça de Teia!

Perdido como jamais estivera, Peter sofreu o golpe fatal quando num atentado executado pelo Rei do Crime destinado a ele, a tia May sofreu as consequências, sendo baleada no Hotel em que estavam refugiados. Sem dinheiro para colocar a tia num hospital particular e vendo-a definhar a cada dia, Peter apelou para todos seus conhecidos, desde o Dr. Estranho a Reed Richards, mas nenhum deles aparentemente (e curiosamente) podia fazer nada por ela. O Aranha chegou a receber a visita até de Deus (?) numa história que contava a importância dos dons que Peter havia recebido e a quantidade de pessoas que ele havia ajudado por causa deles, mas foi “o outro lado” que ele ouviu mais, dando as lembranças de seu casamento e todo o amor que o unia à Mary Jane à Mefisto, o Demônio-mor da mitologia Marvel, em troca da saúde de sua tia moribunda. E assim deu-se a saga Um dia a mais que encerrou mais de 20 anos de história do herói aracnídeo, voltando-o ao status de solteiro pobretão morando com a tia.
No processo, Mefisto apagou também todas as lembranças do mundo do dia em que Peter revelou ser o Homem Aranha, e com o fim do casamento do herói com sua amada, outros fatos se alteraram em sua história, como por exemplo a “não morte” de Harry Osborn e a “nunca existência” das teias orgânicas criadas na época em que ele se tornou uma Aranha-Humana. Até hoje dá um frio na barriga lembrar que tudo isso aconteceu mesmo, mas qual a explicação para todas essas mudanças bruscas na cronologia do Homem Aranha? Quais os reais motivos que fizeram Joe Quesada, o editor-chefe da Marvel e o escritor J. Michael Straczynski jogarem tanta lama no passado do personagem e mudar toda sua história?
A seguir, trechos da entrevista principal concedida pelo gorducho ao Comic Book Resources e que foi republicada pelo Omelete:

O porquê de Um dia a mais:
"Se o Aranha envelhecer e morrer com nossos leitores, é isso - ele estará acabado, nunca será o ídolo de futuros fãs. Se mantivermos o Aranha rejuvenescido e interessante para os fãs no horizonte, conseguimos não só isso, mas também o mantemos legal para quem acompanha suas aventuras há anos. Todo mundo vai ficar feliz com a decisão? Não, é claro que não - mas é como uma corrida de cavalos. No fim das contas, meu trabalho é manter estes personagens frescos e prontos para todo fã que aparecer". Sobre o fato de Straczynski ter tentado modificar a história da forma como Quesada queria: “O que infelizmente aconteceu com os roteiros originais de Joe [Straczynski] é que não recebemos a história na metodologia e com a solução que esperávamos. O problema é que tínhamos quatro escritores e artistas já trabalhando em "Brand New Day" [a nova fase do Aranha] que estavam esperando o fim de "One More Day" da maneira que havíamos combinado. Os roteiros originais de Joe, especialmente o quarto, não faziam isso".
Na sequencia da entrevista Quesada explica que a forma como se apagaria o casamento de Peter e Mary Jane havia sido definida dois anos antes em um encontro de escritores e editores. Straczynski avisou que deixaria a série principal do herói e pediu para escrever esta última história. Ao enviar o roteiro, porém, mudou de ideia e criou uma história onde Mefisto muda a vida do Aranha em um ponto determinado das histórias do início dos anos 70 - Peter convence Harry Osborn a tratar seu problema com as drogas, Harry e MJ continuam juntos, Gwen Stacy não morre e o casamento nunca acontece. Quesada pediu a Straczynski para refazer o roteiro, como combinado, mas não gostou do resultado. A última edição de "One More Day" acabou sendo reescrita por Quesada com os editores Axel Alonso e Tom Brevoort, e tudo que aconteceu após esse evento foi idealizado pelo próprio editor-chefe e seus escritores.
Em carta ao site Newsarama, Straczynski disse que contestava a ideia da Marvel (e do Quesada) de que tudo pode ser resolvido com "mágica", como Mefisto apagar as memórias de todo o universo sobre o casamento de Peter e Mary Jane. "É uma solução malfeita. Viola todas as regras de ficção e fantasia que eu e todo escritor de sci-fi e fantasia sabemos que não pode ser violada. É elementar."
O escritor ainda queria que "One More Day" tivesse acontecido antes, assim que Tia May levou um tiro, mas foi impedido pelos editores. "E sim, eu queria apagar os gêmeos Gwen[os filhos da loirinha com Norman Osborn] da continuidade, o que achei que poderia fazer quando saísse da série. Não me deixaram fazer isso, e, sim, fiquei puto. Fiquei com a culpa por algo do que queria me livrar e por um lapso que não foi meu", completa Straczynski, que diz respeitar a posição de Quesada como editor, apesar de não concordar com as decisões.
Bom, não foram somente os fãs mais antigos do personagem que não aprovaram as ideias de Joe Quesada para resolver o casamento do Homem Aranha que tanto o incomodava. O próprio Straczynski acabou cornetando o chefe achando a estratégia de apagar a vida do personagem com um passe de mágica das mais covardes. Hoje, quase dois anos depois do baque principal causado pelo reboot, as histórias do Aranha se encontram numa tranquilidade cronológica, embora a saga One Moment in Time (ainda inédita no Brasil) venha colocar mais lenha na fogueira aracnídea voltando ao assunto que dividiu a opinião dos fãs: o que na verdade aconteceu no dia do casamento de Peter e Mary Jane. Provavelmente incomodado com o fato da quase totalidade dos leitores ter considerado a explicação “mágica” pra lá de inverossímil, mesmo em se tratando de uma HQ fantasiosa, Quesada tomou a responsabilidade pra si de explicar o que aconteceu no fatídico dia, e o que exatamente fez MJ mudar de ideia quanto a subir ao altar com Peter. Embora isso cause um rebuliço nas vendas da revista do herói, duvido que a história explique algo de grande relevância, e duvido mais ainda que a saga acabe dando um novo restart (e não estou falando da banda EMO!) na franquia Homem Aranha, voltando tudo como era antes do pacto com Mefisto. No máximo a história deixará a consciência de Quesada leve (ele mesmo admitiu que nem dormiu quando decidiu criar One More Day), e não vai alterar nada na vida atual do personagem, o que é uma pena.

Como disse no começo do post, voltei a acompanhar as edições nacionais do Aranha há algum tempo e realmente não dá pra dizer que as histórias estão ruins. Com clima descontraído e apresentando um Homem Aranha bem engraçado, longe daquele perfil sombrio que o marcava desde a Saga do Clone, as novas aventuras do herói na chamada Brand New Day (Um Novo Dia) até são bem animadas, embora eu sinta falta daquele algo mais que a presença de MJ na vida do azarado Peter Parker trazia. Recentemente, após uma longa estadia na Califórnia, onde esteve trabalhando como atriz, a ruiva está de volta, embora isso não signifique que ela voltará a disputar o coração do Aranha. A edição desse mês (Homem Aranha 107, publicada pela Panini) até mostra de relance alguns dos motivos que fizeram MJ desistir do casamento com Peter, insinuando as mesmas coisas que a deixavam insegura logo que ela descobriu que ele e o Homem Aranha eram a mesma pessoa lá na boa década de 80, e também época em que ela começava a considerar um namoro com ele.
Não adianta. Quesada e seus roteiristas podem explicar o que quiserem que nada vai consertar uma das maiores besteiras que foram feitas com o Homem Aranha. O personagem crescer, evoluir não implica em perda de público. Ninguém vai gostar menos do personagem porque ele é casado, e duvido que as quedas nas vendas no limiar do século XXI aconteceram por causa disso. O próprio Quesada deixou que fossem publicadas histórias ridículas que só serviram para minar a popularidade do herói, como os filhos da Gwen (que se tornou uma vadia de repente engravidando do pior inimigo do Aranha), e depois quando viu que nada mais parecia funcionar, inventou a tal One More Day, que para nada mais serviu além de acabar com o casamento do personagem, algo que publicamente o editor não gostava.


A meu ver o personagem não precisava “involuir” voltando a ser um solteirão que mora com a tia para voltar a se produzir boas histórias com ele. Isso foi uma desculpa que Quesada usou para dar base a seu argumento de que o “personagem não pode envelhecer com seus fãs”. O tom das histórias atuais podia muito bem ser empregado da mesmíssima forma como vem sendo, mantendo o casamento do personagem. Qual a relevância de se trazer Harry Osborn de volta? Já que virou um samba do aracnídeo louco, por que não trazer Gwen também de volta à vida? Ou o Capitão Stacy? Ou o tio Ben?Mesmo voltando aos poucos do baque do reboot, ainda me vejo incomodado de estar lendo um material que embora seja bom, não é o que eu queria realmente ler. Tenho HQs em casa de mais de 20 anos, li histórias dos anos 60 e 70 escritas pelos criadores do personagem, e por aqueles que ajudaram a consolidar a sua carreira nesses mais de 40 anos, acompanhei o desenvolvimento do relacionamento entre Peter e MJ, li o casamento dos personagens, estive lá durante as maluquices que aprontaram com o pobre Aranha na década de 90, abandonei o personagem no início da década de 2000 e acompanhei o auge e o fracasso da série cinematográfica dos filmes de Sam Raimi. É muita coisa para vir um editor incomodado com as vendas e num passe de mágica ele conseguir apagar mais da metade do que já li sobre o personagem até hoje sob um pretexto de que ele “não pode envelhecer como seus fãs”. Em nome dos novos leitores (que hoje em dia preferem mais mangás do que HQs) Quesada fechou a porta na cara dos antigos e passou por cima de muita coisa, deixando um legado pra lá de obscuro na sua passagem pela Marvel, que pelo visto ainda será longa.
Como fã me sinto até hoje ultrajado por essa decisão editorial e pela forma autoritária como ela foi feita, mas o mundo comercial não dá espaço para sentimentalismos. Só me resta ler as histórias antigas que gosto sabendo que estou ultrapassado, e que as novas histórias regrediram o personagem de forma patética, sem uma grande explicação que fizesse jus ao que foi proposto.
Embora elas sejam pequenas perto do vão cronológico que foi criado após o pacto com Mefisto, existem coisas boas nesse “passe de mágica”, como o delete nos poderes totêmicos, nos filhos da Gwen (pelo menos eu acho que isso foi apagado), e na porcaria da saga o Outro. Até segunda ordem, pelo que entendi, a Saga do Clone foi mantida, embora com breves alterações como Ben Reilly (o clone do Aranha) ter sido um dos responsáveis pela separação de Peter e MJ, sabe-se lá Deus como.


O mais engraçado que a hipocrisia americana é tão profunda que eles são veementemente contra alguns conceitos como divórcio (o que o próprio Quesada condenou como uma das formas de Peter se separar de MJ), filhos fora do casamento (motivo pelo qual ele fez com que Straczynski escrevesse que os filhos de Gwen eram do Osborn e não de Peter) e exibição demasiada de doutrinas contrárias às deles (como mostrar suásticas e cruzes de cabeça pra baixo), mas em nenhum momento Quesada pensou que Mefisto é um demônio e que Peter fizera um pacto com ele pela saúde de sua tia.

Ele fez um pacto com o Demônio e deu seu casamento em troca. Para quem se comportou a todo momento como um puritano e defensor da moral e dos bons costumes (mesmo em se tratando de quadrinhos e histórias fantasiosas) o gorducho deu uma bela de uma escorregada com seu One more Day. Eu não sei, mas a meu ver, um divórcio seria bem menos agressivo do que se aliar ao Demo para conseguir algo de seu desejo. Seria o Homem Aranha agora um agente de Satã?

Como diria o próprio Quesada “It's magic, we don't have to explain it”.



O post termina por aqui, mas as confusões causadas por One More Day ainda renderão novos posts futuramente. Aguardo as edições nacionais de One Moment in time para comentar por aqui. Segura a gastrite para aguentar tanto nervoso!
Gostou do post? Achou uma merda? Quer indicar a um amigo?
Fique à vontade e utilize o espaço aí embaixo para desabafar! A casa é sua!

NAMASTE!

16 de novembro de 2010

Muita Calma nessa hora

Feriado, nada para fazer, nenhum outro filme atrativo no cinema, decidi conferir a comédia nacional Muita calma nessa hora, dirigida por Felipe Joffily com roteiro de Bruno Mazzeo, João Avelino e Rosana Ferrão no Cinemark Metrô Santa Cruz, e não me arrependi. O filme é um apanhado de situações cômicas protagonizadas, em grande parte, por gente que entende de humor, e me rendeu boas horas de risada dentro do cinema. A pipoca e a Coca Cola nem fizeram falta.

Pegue uma linha tênue de roteiro, misture com um seleto time de humoristas da atualidade (alguns nem tanto), adicione lindíssimas modelos e atrizes da nova geração, bata tudo no liquidificador e você terá uma noção exata do que é o filme Muita calma nessa hora. Não há nada muito inovador na película, e imagino eu que essa nem tenha sido a ideia original dos roteiristas e do diretor Joffily, que até então não tinha feito nada muito relevante para o cinema. O filme se assume desde o início como uma comédia escrachada, e assim ela se trata até o fim, gerando boas gargalhadas mais com as situações e atuações particulares do que com a história em si, que é bem fraca.


No enredo três jovens amigas, Tita (Andréia Horta), Mari (Gianni Albertoni) e Aninha (Fernanda Souza), encontram-se diante de situações desafiadoras. Em busca de novos caminhos, decidem passar um fim de semana na praia. Na estrada, conhecem Estrella (Debora Lamm que é uma das produtoras do filme), uma hippie, que lhes pede carona para tentar achar o pai desconhecido. As quatro garotas vivem situações hilárias, absurdas e emocionantes. Mais que mudar de ares, mudam a si mesmas.


Como eu disse, nada muito novo. Exatamente pelo ritmo descompromissado, Muita calma é um filme divertido, do tipo que podemos assistir sem qualquer preocupação numa tarde de um dia comum. Apesar de alguns nomes desconhecidos e de algumas atuações econômicas, a maior parte do elenco está bem afiada e à vontade, como é o caso de Marcelo Adnet, impagável na pele de um geek paulistano cheio de sotaque que acaba tendo um caso com a personagem de Andréia Horta. Outros nomes como Leandro Hassum, Maria Clara Gueiros (ih, vem cá. te conheço?), Nelson Freitas, Lucio Mauro (pai) e Lucio Mauro Filho já são figurinhas carimbadas, e mesmo no "clima Zorra Total" ainda conseguem tirar boas risadas da plateia, cada um na sua linha de humor que lhe é mais característica. Sergio Mallandro (ié iéé!) e Marcos Mion também são boas surpresas no elenco, que aliás é o grande atrativo do filme. Quase como um daqueles filmes da Xuxa que aparece um cantor ou ator da Globo por minuto no meio da trama rasa, Muita calma também sofre disso, mas de uma forma bem mais divertida. As participações não são gratuitas, e acrescentam um ritmo à história. Ninguém aparece só pra cantar uma música que nada tem a ver com o filme e some depois disso. Tudo tem uma razão de ser, e todos os personagens tem seu papel no enredo.

Falando em música, a trilha sonora pop do filme é bem variada e vai de Jota Quest à Chiclete com Banana (propositalmente, é claro), passando por Gonzaguinha e Skank, mas não é um elemento importante para a trama, funcionando mais como um tapa-buraco de um corte de cena para outro. Destaque para a música Muita calma nessa hora da Pitty que abre a primeira cena.



As gags visuais, os palavrões bem inseridos (e não usados como vírgulas em cada frase) e as situações cômicas ditam o ritmo, mas isso não ocorre durante todo o filme. Fiquei um bom tempo preocupado em estar vendo mais uma daquelas comédias idiotas que causam poucos risos e que acabamos ficando com vergonha alheia de quem está em cena, mas essa impressão foi sumindo enquanto o filme e sua história foram se desenrolando. Ao sair da sala de exibição percebi que havia me divertido bastante, e isso é o que conta no final. Se essa era a intenção dos produtores, imagino que eles tenham conseguido atingir seu alvo.

Não poderia deixar de citar a plástica do filme. Se a fotografia em várias cenas deixou a desejar cortando a cabeça de alguns atores e atrizes no enquadramento da câmera dando a impressão de que a tela estava curta demais (e erro em enquadramento é seríssimo), esse problema deixava de existir quando Andréia Horta e Gianne Albertoni entravam em cena, sempre com pouca roupa ou com elas bem transparentes. O público masculino não teve do que reclamar nesse filme, e a distração para os erros cinematográficos funcionou bem nesse aspecto. Gianne ainda é mais modelo do que atriz, mas se saiu bem no papel a que se propôs fazer, que não é dos mais profundos. Desfilando o tempo todo de biquini, roupas folgadas ou curtas a apresentadora do Hoje em Dia da Record disfarça bem o talento ainda tímido de atriz. Nos demais quesitos nota 10!


Andréia Horta, que até então só tinha feito papeis pequenos na TV aberta e protagonizado uma série chamada Alice na HBO, rouba as cenas em que aparece com pouca roupa. Apesar da personagem meio destrambelhada (que é traída pelo noivo vivido por Bruno Mazzeo) que interpreta, Andréia esbanja sensualidade o filme todo e não é a toa que chama a atenção do personagem de Dudu Azevedo (provavelmente o colírio feminino do filme) no desenrolar da trama. Marcelo Adnet e Marcos Mion devem ter se divertido em cena com a bela Andréia. Safadinhos!


Em resumo Muita calma nessa hora não é um filme brilhante, não expõe problemas de segurança nacional como Tropa de Elite e nem é tão bem executado quanto a Mulher Invisível (protagonizado por Selton Melo e Luana Piovani), mas é sim bem divertido e vale o dinheiro do ingresso. Que venham novos projetos como esse para o cinema nacional e chega de tanta favela, drogas e palavrões gratuitos. O cinema nacional pode render muito mais do que esses simples plots, basta ter um pouco de criatividade e coragem de inovar.


NOTA: 7,5




NAMASTE!

3 de novembro de 2010

Do Fundo do Baú: O Casamento do Aranha

Publicado no ano de 1987 nos EUA, e nas edições de nº 100 de Homem Aranha e nº 74 de Teia do Aranha (ambas pela Editora Abril) no Brasil, O Casamento do Homem Aranha é lembrado até hoje como um dos grandes momentos na vida do Amigão da Vizinhança, mesmo considerando tudo pelo qual o pobre herói passou nas mãos dos roteiristas e editores-chefes posteriormente. A história original foi desenhada por Paul Ryan e roteirizada por David Michelinie e Jim Shooter, o manda-chuva da Marvel naquela época. Shooter foi o responsável direto pelas histórias mais memoráveis da editora entre 1978 e 1987, período em que esteve no cargo de editor-chefe da Casa das Idéias. Pela sua aprovação passaram as Guerras Secretas, O Demônio da garrafa (saga que apresentou o alcoolismo de Tony Stark), a morte do Capitão Marvel, a Queda de Murdock e a saga da Fênix Negra dos X-Men. Nessa última em especial, Shooter foi o responsável direto pela morte de Jean Grey, acontecimento que não estava previsto no roteiro original de Chris Claremont e John Byrne, autores da história. Pelas mãos da dupla, a heroína ruiva jamais teria perecido ao fim da saga, mas Shooter interveio e impôs sua vontade, alegando que uma pessoa que havia cometido os crimes que cometeu (sob a influência da Fênix Jean destruiu um planeta inteiro) não poderia sair impune. Shooter entre outras coisas também foi o responsável pelo cancelamento do primeiro crossover entre os Vingadores e a Liga da Justiça por não concordar com o roteiro, e surpreendeu o mundo com a história que mudaria a vida de Peter Parker para sempre; o seu casamento.

Os fatos que antecedem a união de Peter e Mary Jane no altar são muito mais importantes do que a história em si, que apresenta diversos pontos fracos se bem analisada. Para começar, Paul Ryan, o desenhista do título é um artista bem irregular sem uma arte-final adequada (mais tarde ele aperfeiçoaria seu traço), o que torna a história um tanto quanto “feiosa”. Uma história de tal gabarito merecia os traços de Romita Jr. (que ilustra as duas edições anteriores ao casamento) ou do Romita Pai (que ilustra a capa da edição).
 
Até por ser uma história da década de 80, O Casamento é uma história leve e direta que não apresenta grandes reviravoltas nem uma trama complexa. O roteiro flui de forma simplista e tudo está bem mastigado para o leitor. Após o pedido da mão de MJ, Peter começa a entrar em crise por não saber ao certo se é aquilo que ele quer para sua vida. Em vários momentos ele pensa em Gwen Stacy, o grande amor da sua vida que foi assassinada pelo seu arqui-rival Duende Verde, e revive o terror de ter perdido a menina por causa de seu alter-ego aracnídeo. Temendo que aquilo pudesse se repetir com sua atual companheira caso alguém descobrisse sua identidade secreta, o rapaz começa a reconsiderar a possível vida de casado em nome da segurança de sua amada. Por outro lado, Mary Jane que é uma modelo famosa, acostumada com o glamour e o luxo titubeia ante o fato de se casar com um pobretão como Peter, abdicando da vida agitada que leva, embora sinta-se segura a seu lado. Ambos encontram razões de sobra para desistir do casamento, mas apenas uma os convence a prosseguir com os planos: o amor incondicional que um sente pelo outro. Coisa de novela, né?
 
Só mesmo nos quadrinhos ou na ficção em geral algo como uma supermodelo se casar com um fotógrafo pobre que não tem nem onde cair morto poderia acontecer, mas se acompanharmos a história de amizade entre ambos desde os tempos de faculdade, passando pelos problemas familiares dela e da insegurança dele de se apaixonar de novo após a morte de Gwen, podemos entender perfeitamente o que levou um para os braços do outro. Essa relação entre eles acontece muito antes da história do casamento que nada mais é do que a definição do fato em si e por esse motivo, mesmo tendo um roteiro relativamente fraco, o casamento do Homem Aranha é um marco importante para a vida do personagem, algo que celebra o crescimento e o amadurecimento dele como pessoa.

Antes do casamento, quando Mary Jane se muda para o apartamento de solteiro de Peter (o mesmo onde ele vive desde que saiu do Queens, da casa da Tia May) ela já aceita melhor o fato dele ser o Homem Aranha, e convive bem com a vida heróica do namorado, algo que ela nem podia pensar anteriormente. Visando lucrar com as fotos tiradas dele mesmo em ação com sua câmera automática, o Aranha se lança em uma aventura atrás da outra para juntar dinheiro para o casório, enquanto MJ continua com seus trabalhos de modelo. O fato dela viver rodeada por pessoas ricas e famosas e acima de tudo por ela ser bem assediada por homens milionários incomodam o jovem Peter, e no decorrer da história nos é mostrado tudo que MJ troca para ficar com ele. Em certos momentos ela se mostra até mais empolgada com o casamento que o próprio rapaz, ganhando um vestido de noiva desenhado por Wili Smith (estilista na vida real que faleceu em 1990) e indo comemorar a despedida de solteira com os amigos, enquanto ele relembra Gwen o tempo todo.
Após uma conversa com Harry Osborn e Flash Thompson sobre casamento, todas as “minhocas” saem da cabeça de Peter e ele sobe ao altar com a moça, chegando mais atrasado que ela à igreja. A partir de então eles vivem felizes para sempre... até One More Day...

Após receber um par de passagens para Paris de um de seus admiradores, Mary Jane decide usá-las com o marido, e o casal Parker viaja para a sua tão aguardada lua de mel. Embora tudo transcorra bem no início, nem lá eles encontram paz, já que o misterioso Thomas Fireheart vulgo Puma vem no encalço do herói para lhe fazer uma proposta de emprego. Puma tem uma irritante dívida de honra com o Aranha que o impede de atacá-lo embora ele o odeie, e para que o emprego passe a ser do rapaz, Puma decide testá-lo em ação. Em uma história pra lá de clichê e chata, Puma coloca o Aranha em várias enrascadas longe de Nova York enquanto em sua vida social o casal Parker enfrenta o preconceito dos amigos milionários de Mary Jane que não a vêem como uma dona de casa e acabam esnobando Peter. Os desenhos de Lua de Mel ficam a cargo de Alan C. Kupperberg (que nunca ouvi falar), enquanto o argumento é feito por James C. Owsley (piorou).

Independente da força da história, o casamento do Homem Aranha marcou de vez a vida do personagem que amadureceu depois disso e passou a ter histórias mais divertidas com a “patroa” o aguardando em casa. Como casal Peter e Mary Jane sempre foram o símbolo de união e de cumplicidade o que dava um toque diferencial entre o Homem Aranha e outros heróis solteirões. O fato dele ser casado lhe dava maior responsabilidade, o que fazia jus ainda mais ao seu lema “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. MJ deixou de ser a modelo avoada e festeira para se tornar a Sra. Parker, a mulher forte por trás do super-herói mais querido da vizinhança, enquanto ele deixou de ser o adolescente azarado para se tornar um homem de verdade. O público cresceu com o Aranha, e nada mais natural que essa evolução do personagem acontecesse mais cedo ou mais tarde. Se a união dos dois aconteceu de forma apressada, esse problema foi consertado no decorrer das histórias, enquanto o casamento dos dois solidificava a relação entre os dois personagens, e ambos davam grandes voltas por cima das adversidades diárias. E olhe que um cara com tantos inimigos mortais tem isso de sobra!


É uma pena que o fato do personagem ter se tornado adulto incomodou o editor-chefe atual da Marvel que não via possibilidades de se criar novas e boas histórias com o herói casado e pôs um ponto final na relação bacana que havia sido construída entre Peter e MJ com a polêmica saga One More Day, mas esse assunto já fica para um próximo post.
Fica um pouco da tristeza de ver tantos anos de história serem jogadas no lixo e bate uma saudade dos velhos tempos em que o Homem Aranha tinha uma razão mais do que forte para voltar para casa, para os braços da sua ruiva favorita.

NAMASTE!

2 de novembro de 2010

A morte pede carona



Já há algum tempo eu venho fazendo uma pesquisa para embasar um post sobre a morte nas HQs, e revirando meu acervo, acabei encontrando a edição nº 132 do Capitão América ainda da Editora Abril (1990) onde consta uma entrevista dada por Marv Wolfman e o Casal Walt e Louise Simonson publicada originalmente na revista Comics Scene nº 9.

Na entrevista feita por Daniel Dickholtz, David McDonnel, Patrick Daniel O’Neill, Drew Bittner e Kim Howard Johnson, o trio fala da repercussão ocorrida com as mortes dos personagens que eles escreviam na época (fim da década de 80 e começo da 90), e é incrível como muito do que eles falam continua atual 20 anos depois, tendo em vista o mercado de HQ atual. Abaixo segue-se alguns fragmentos que retirei da entrevista:

Na vida real heróis morrem o tempo todo, mas nos quadrinhos, isso raramente acontecia – pelo menos até pouco tempo. Claro, nos antigos gibis, heróis, vilões e personagens de apoio frequentemente “pareciam morrer”, mas dificilmente essas mortes eram reais. Um pouco de clonagem, uma dose de remédio ou magia, uma gota de criação imaginativa na continuidade – e tudo estava como antes. Hoje, as coisas mudaram. Realidade é a palavra de ordem, e morte “permanente” impera nas HQs. Personagens não se levantam e saem andando do apocalipse, e há muitas razões para que isso aconteça.

Marv Wolfman falando sobre as mortes que escreveu em Crise nas Infinitas Terras:

"A morte da Fênix fez isso (fala ele se referindo à personagem da Marvel). É só olhar as vendas da revista dos X-Men. Foram aquelas edições (as da morte de Jean Grey) que levaram a equipe pro alto. Pela primeira vez, tinham assassinado um personagem de tal quilate... Foi polêmico. E esse evento é que aprovou a matança em grande escala. Crise (nas Infinitas Terras) não tem toda a influência de que falam por aí".

Mas mesmo que Crise não tenha tido efeito na maré aparentemente crescente de assassinatos de heróis mascarados, com certeza teve sobre seu autor.

"Colocando a morte numa escala tão grande em Crise, só depois eu percebi onde ela causa ou não um bom efeito", observa. "Pelo menos, na minha cabeça, a morte da Supermoça funcionou porque a gente se esforçou pra fazer a história funcionar. Acho que a morte do Flash realmente enriqueceu a saga, mas não sei bem se foi uma boa ideia matá-lo. A história ficou ótima. Contudo, isso não justifica se Barry Allen deveria ir pro Além ou não. Não estou certo a respeito dele; só me sinto seguro quanto à Supermoça."
Já na época, Wolfman parecia incomodado com a banalização da morte nas HQs, e comenta:
Hoje, porém, muitos personagens são mortos nas HQs, e você não tem nem mesmo um sentimento de perda por eles. Com frequencia, vejo que as mortes não são usadas pra fazer uma mudança nas revistas.”

Sobre o mesmo assunto e com mais humor, Walt Simonson, que esteve à frente das mais emblemáticas Sagas do Poderoso Thor brinca:
Há boas e más maneiras de se matar personagens importantes. Assim que suas vendas começarem a cair, mate alguém!”.
Após confessar que estava sendo jocoso, ele continua:
Certamente não é tão simples. É verdade que o público que compra gibis reage bem à morte – comercialmente, pelo menos. Não é uma linha narrativa que se pode usar frequentemente e, em alguns casos, todos sabem muito bem que o cara não vai ficar morto pra sempre. Logo, vão fazer histórias flashback ou criar outro personagem com o mesmo nome, pois a editora tem que proteger a marca registrada. A morte é uma ferramenta dramática e pode levar ao sucesso uma história dramática.”
São monstros sagrados das Histórias em Quadrinhos comentando há mais de 20 anos sobre um assunto que está cada vez mais atual e infelizmente, cada vez mais banal também.
No próximo post eu farei meus comentários sobre o "morre e desmorre" nas HQs, passando por Crise nas Infinitas Terras (cujos efeitos bombásticos já foram desfeitos em sua maioria), a morte do Superman e as recentes ressurreições de Barry Allen e do próprio Capitão América (que morreu não tem nem dois anos).
Até lá!

NAMASTE!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...