29 de junho de 2011

Top 10 - Edição Especial: Melhores Dubladores


No dia 29 de Junho se comemora o Dia do dublador, e eu, como um grande apreciador da dublagem brasileira, não poderia deixar de homenagear os donos das vozes que foram eternizadas na minha e na mente de todo cinéfilo ("seriezéfilo" e "desenhéfilo") criando um Top 10 especial.

São tantos os dubladores que eu gostaria de homenagear por serem os meus preferidos que o espaço do Top 10 tradicional ficou pequeno, por isso ele acabou se tornando um Top 16 e isso porque fui obrigado a deixar de fora muita gente boa, mas que merece as honras da mesma forma.
Longe de estar aqui julgando quem é melhor que quem, gostaria de deixar claro que a lista faz parte do meu gosto pessoal, e que a numeração da mesma representa apenas a colocação daqueles que me deixaram uma impressão mais viva ao longo desses 20 e tantos anos acompanhando cinema e TV.
Vamos ao Top 16!


Já comentei por aqui sobre essa talentosa dubladora do qual virei fã a partir do desenho da Liga da Justiça em que ela empresta sua voz sexy para a rainha das amazonas Mulher Maravilha. Além disso, um de seus trabalhos mais conhecidos foi na série Desperate House Wives em que ela faz a voz da Gabrielle, vivida por Eva Longoria.
Sua voz se encaixa perfeitamente nas personagens citadas e soa ao mesmo tempo sensual e firme, dando um tom que poucas vozes femininas conseguem no cenário da dublagem.
Abaixo, um trecho de um dos episódios de Liga da Justiça sem Limites dublado por Priscila:



Quem era nascido na época em que o seriado A Família Dinossauro era sucesso (em meados da década de 90) ou que já tenha visto os filmes 101 Dálmatas (tanto o desenho quanto o filme live action) conhece bem e adora a voz de Maria Helena Pader, a dubladora da Fran e da Cruella De Vil.
Assim como muitos dos dubladores do seriado "jurássico" da Disney, Maria Helena fez história no papel da mãe "dinossaura" que colocava ordem na casa já há milhões de anos atrás. Sua voz marcante também ficou em nossas mentes com diversos outros trabalhos como a fada Madrinha do clássico Cinderela e dublando as atrizes Anjelica Huston (Mortícia Addams) e Glenn Close em várias oportunidades.
Abaixo, não resisti, e postei um episódio inteiro de A Família Dinossauro em que Maria Helena atua como Fran.


"O dia do arremesso é um clássico". Eu tive uma sogra com a qual eu gostaria de fazer isso!


Pumbaa. Sully de Monstros S.A. Shrek a partir do 2º filme. Martin Lawrence. Fera em X-Men Evolution. Doc Emmet Brown na redublagem de De volta para o Futuro.

Já sabe de quem eu estou falando?
Mauro Ramos é figurinha carimbada em muitos filmes, seriados e desenhos, e é quase impossível não reconhecer sua voz dado o número enorme de participações que ele já fez no mundo da dublagem. Praticamente todo personagem grandalhão e/ou aparvalhado recebe sua voz, e junto de seu parceiro Márcio Simões (sua dupla no clássico Fucker & Sucker do Casseta & Planeta) ele é hoje um dos dubladores mais conhecidos pela galera que se preocupa em saber quem está por trás dos atores e desenhos favoritos.
Na redublagem de De Volta para o Futuro, Mauro substituiu com muita competência o célebre e saudoso Eleu Salvador, que foi o dono da primeira voz do Doc Brown e com a qual os fãs mais antigos da série estavam mais acostumados, porém o dublador é tão cultuado hoje em dia que ninguém reclamou, e todo mundo aceitou de bom grado as vozes da nova geração para esse clássico da Sessão da Tarde.
Abaixo, um trecho do desenho animado Timão e Pumba, com Mauro Ramos dublando o famoso javali.


Hakuna Matata!


Alexandre Moreno, esse dublador de 45 anos é com certeza um dos nomes mais expressivos no cenário da dublagem atual, e não só pela quantidade de trabalhos já feitos, mas especialmente pela qualidade de suas atuações. Moreno simplesmente se entrega aos papéis que executa, o que torna os filmes e desenhos que dubla um show para seus espectadores.

Imagine a cara do Chris Tucker, parceiro do Jack Chan na trilogia A Hora do Rush. Imaginou? Dá pra pensar nele sem lembrar a voz esganiçada que Moreno empresta ao ator? Impossível!
O ator dubla também praticamente todos os filmes com Adam Sandler e Ben Stiller, além de ter imortalizado os personagens Alex (o leão) de Madagascar e do Síndrome (minha atuação preferida do dublador) na animação Os Incríveis.
Sou um grande fã de Alexandre Moreno e abaixo posto um trecho do filme Little Nick, um Diabo diferente em que ele empresta sua voz ao irreconhecível Adam Sandler. O cachorro na cena é dublado por Mauro Ramos:


E aqui uma das mais engraçadas cenas de A Hora do Rush 2 em que o personagem Carter homenageia o Rei do Pop Michael Jackson, dublado por Moreno. Hilário!


Embora já se tenha feito mais de 10 anos de seu falecimento, eu vim a saber do fato recentemente, o que me deixou muito triste, uma vez que a voz de Darcy Pedrosa é, na minha opinião, uma das mais perfeitas para o personagem Coringa.

Pedrosa dublou inúmeros filmes estrelados por Jack Nicholson, e foi a partir do filme Batman de 1989 que ele passou a dublar o Palhaço do Crime também nos desenhos animados do personagem, ajudando a imortalizar sua voz nacional.
Além de Nicholson, Pedrosa também dublou alguns filmes com Gene Hackman (como Lex Luthor em Superman), Anthony Hopkins e Chuck Norris (no seriado Texas Ranger).
Aqui um trecho da animação dos anos 90 do Batman onde Pedrosa dá voz ao Coringa, e aqui uma excelente montagem criada por um fã imaginando como seria o Coringa de Heath Ledger dublado por Darcy Pedrosa. Bela homenagem!


"Esqueçam essa de Arma X. Me chamem de Wolverine!".
Essa e tantas outras frases de efeito ditas pelo baixinho invocado da Marvel no clássico desenho dos X-men povoam minha memória desde sempre, e todas elas foram personificadas pelo grande Isaac Bardavid, também conhecido como "a voz do Wolverine".
Praticamente em todo episódio da série, Logan dizia alguma frase impactante, e não eram raras as vezes que eu me via tentando imitar aquela voz rouca de Bardavid, um dos motivos pelo imenso carinho que acabei tendo pelo dublador, mais até do que o personagem que ele dublava. Além do mutante canadense, o ator já deu voz a incontáveis personagens como o Esqueleto do He-Man, Tigrão do Ursinho Pooh, Tio Fester da Família Addams, Pretorius do Máskara (o desenho) e até mesmo ao carro falante KITT da série Supermáquina.
Além de sua notoriedade em filmes, desenhos e séries em que emprestou sua voz, Bardavid também é um rosto conhecido em algumas novelas da Rede Globo como A Padroeira, O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e até em programas de humor como Zorra Total.
Abaixo Bardavid encarna Wolverine com as participações do mestre Orlando Drummond como Dentes de Sabre e Iara Riça como Jubileu:



"Tome cuidado com seus desejos, meu xapa. Eles podem se realizar."
Caiu até uma lágrima aqui revendo esse episódio de X-Men, a melhor série dos mutantes até hoje! Bardavid é mestre!


O desenho dos X-Men dos anos 90 tinha um elenco de dubladores de primeira, e entre as mulheres, Fernanda Fernandes, que dava voz à Vampira (que por si só já era o símbolo sexual da garotada) se destacava com seu timbre rouquinho e sexy. Não tinha como não se apaixonar por Fernanda, mesmo que ninguém soubesse seu verdadeiro rosto na época, e curiosamente a personagem mutante até ganhou uma personalidade mais amável a nossos olhos da 2ª temporada em diante, quando então a dubladora assumiu a personagem. Assim como as falas de Wolverine, muitas das falas de Vampira também estão impressas em minha mente.
Fernanda também dubla a atriz Jennifer Garner e a própria Anna Paquin, que viveu a Vampira na franquia cinematográfica dos X-men, além de ter substituído a própria mãe (Marlene Costa)no papel da doce Sheila do desenho Caverna do Dragão.
Abaixo, Fernanda dubla a Vampira em um dos meus episódios preferidos da 2ª temporada dos X-Men "Uma história da Vampira".


Eu me amarrava nesses gritinhos que ela dava! Heheheh!
Aqui a 2ª parte do episódio pra quem ficou curioso!


Desde criança me lembro de ouvir a voz de Mario Jorge nos desenhos e nos filmes, e provavelmente sua voz consta como uma das mais conhecidas de todas no cenário do entretenimento audiovisual. Difícil ligar o nome à pessoa?
Mario Jorge dubla o Eddie Murphy, John Travolta, o Eric do Caverna do Dragão, o Gorpo do He-Man, o Mate da animação Carros e o hilário Burro do Shrek.
Além das sua atuações costumeiras, Mario também dublava sketches para o Casseta & Planeta, além de locuções esporádicas em outros programas da TV Globo. É com certeza um dos mais conceituados profissionais da área.
Abaixo um divertido bate papo com o próprio Mario Jorge dando uma palhinha de seus maiores trabalhos:



Simões é outra figurinha carimbada na TV aberta, e além de dar voz ao Reinaldo do Casseta no "crássico" Fucker & Sucker, assim como o parceiro Mauro Ramos e o próprio Mario Jorge, já fez várias locuções esporádicas para a Globo.
Sua voz é mais conhecida em atores negros, e é difícil assistir a algum filme dublado do Will Smith, Samuel L. Jackson ou Wesley Snipes sem que a voz de Simões esteja de fundo.
Além disso, Simões também é muito reconhecido em animações. Ele interpretou o Gênio do Aladdin (que no original é voz do Robin Willians), o Profº Xavier em X-Men Evolution, o Patolino, o vilão Randall de Monstros S.A e até o Diretor Skinner em Os Simpsons.
Abaixo, Simões solta a voz cantando o tema "Amigo insuperável" na animação Aladdin:



Já comentei aqui sobre Júlio Chaves e a importância desse experiente dublador em minha história. Como já disse antes, antigamente filmes com som original e legendas eram raríssimos exceto nos cinemas, exatamente por isso passei mais da metade da minha vida vendo filmes dublados na TV e nas fitas da locadora. A série Máquina Mortífera, onde Chaves dubla ninguém menos que Mel Gibson é uma das minhas favoritas por várias razões já citadas no próprio post sobre os filmes, e eu nunca vi nenhum deles com o som original. A meu ver, a voz de Mel Gibson é a de Chaves e é muito difícil me acostumar com a própria voz do ator em filmes com legenda.
Além de Gibson, Chaves tem um extenso repertório de atores e personagens que dublou,
incluindo Tommy Lee Jones (a carranca do ator combina com a voz de Chaves), o Michael Knight da série Supermáquina, os atores Clive Owen e Andy Garcia, além dos personagens de animação Arqueiro Verde da Liga da Justiça sem Limites, o pai do Nemo em Procurando Nemo, o chefe do Sr. Incrível em os Incríveis e até mesmo o Arqueiro da She-Ra.
Não sei se é porque já me acostumei, mas todos os atores e personagens citados ficam bem na voz de Chaves.
Abaixo, a minha dublagem favorita. Chaves dubla Martin Riggs em Máquina Mortífera na cena hilária do suícidio.


Adoro Máquina Mortífera!


Por muitos anos eu tinha a voz do dublador Jorge Ramos impressa em minha mente como a mais perfeita de todas. Esses anos se passaram (rápido), Ramos parou de atuar com a frequência de outrora, porém o timbre que só ele possui continuou a soar em minha memória todas as vezes que um filme novo estava para ser lançado e na saída do vídeo ele falava "Sexta-Feira nos cinemas". Até hoje eu imito Ramos falando esse bordão, toda vez que a propaganda de um filme a estrear passa na TV.
O cara dublou inúmeros papeis no cinema, incluindo o Scar em O Rei Leão (clássico), o tenebroso Rasputin do desenho Anastacia e o Jed Clampett de A família Buscapé. Pensa naquela vozeirão com sotaque caipira! Cansei de repetir as falas do Sr. Clampett imitando o timbre de Ramos, e me divirto até hoje com esse filme por conta de sua dublagem impagável.
Abaixo, o sinistro "tio Scar" joga todo seu veneno sobre o pequeno Simba num dos clássicos da Disney:



Que voz é essa?? Sensacional!


Ele é um dos dubladores do Jim Carrey, dublou praticamente todos os filmes do Tom Hanks e do Robert Downey Jr., ficou conhecido como a voz do Charlie Sheen e substituiu Alexandre Lippiani (que faleceu em um acidente automobilístico) como a voz do Woody em Toy Story a partir do 2º filme. Marco Ribeiro é um dos meus dubladores preferidos, e isso desde o Máskara, filme estrelado por Jim Carrey que foi um dos filmes mais importantes na carreira do ator, aquele que abriu-lhe as portas de Hollywood.

Ribeiro de 40 anos, iniciou sua carreira de ator aos 12 anos de idade. Em 1986 entrou para a empresa Herbert Richers como dublador. Neste mesmo ano trabalhou na Rádio Boas Novas AM e na Rádio Melodia FM como locutor. Em 1988 trabalhou também na Rádio Cidade FM no Rio de Janeiro como locutor. Atuou em peças profissionais no teatro e como ator na televisão, na extinta Rede Manchete, depois foi contratado por cinco anos como ator da Rede Globo.
Ribeiro é reconhecido hoje como um dos mais importantes dubladores nacionais e é impossível não se relacionar pelo menos um personagem ou ator a ele. Meu DVD do Forrest Gump, infelizmente não conta com a versão que ele dublou para a TV, e é bem diferente ver Tom Hanks em cena sem a voz de Ribeiro na dublagem.
Abaixo, um trailer de Toy Story 3 com o cowboy Woddy dublado por Ribeiro:



E aqui a dublagem de Ribeiro no filme Máskara.
"Que demais! Alguém me segure!"Hehehe!
Cansei de repetir essa frase!


OK. O Batman dos desenhos animados não era um anãozinho fracote como o Michael Keaton dos filmes do Tim Burton. Era como deveria ser (segundo a visão de Frank Miller) um sujeito parrudo e de queixo quadrado. Poucas vozes se encaixariam tão perfeitamente nesse enquadramento do personagem quanto a de Márcio Seixas, também conhecido como "A voz do Batman".

Márcio Seixas, ao lado de Jorge Ramos já citado, possui uma das vozes mais perfeitas no cenário da dublagem brasileira, e é muito difícil ver o Batman com aquele design criado por Bruce Timm para os desenhos, sem a voz de Seixas. Quando ele foi substituído por outro dublador lá pela 3ª temporada do desenho, a série perdeu um pouco da graça, que só foi retornar quando surgiu o desenho Liga da Justiça, onde Seixas voltou a dublar o personagem.
Além do Homem Morcego Seixas já dublou desenhos como The Tick e o Homem Pássaro, o Spock na redublagem dos anos 80 da série Jornada nas Estrelas, deu voz aos atores Leslie Nielsen (o que seria de Corra que a Polícia Vem aí sem a voz de Seixas?), Morgan Freeman e Michael Caine (curiosamente nos filmes Batman Begins e Batman o Cavaleiro das Trevas ele dubla Caine como Alfred).
Seixas além de dublador é também locutor de rádio (a @patydelphim sempre comenta: "Imagina você ligar o rádio e ser acordado pela voz do Batman! Bom dia, são 8 horas!") e faz diversas locuções para canais à cabo e também para comerciais veiculados em TV aberta.
Abaixo Márcio Seixas aplica um sermão em Guilherme Briggs... quero dizer, Batman aplica um sermão no Superman!



Chegamos enfim ao pódio desse Top 16 e ninguém menos do que o saudoso Newton da Matta para abri-lo, a eterna voz do Bruce Willis e do Lion dos Thundercats.

Newton da Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1946 e foi um ator escritor, locutor, dublador e diretor de dublagem. Iniciou suas atividades artísticas no rádio, atuando também nas emissoras TV Tupi, Mayrink Veiga e Nacional, no Rio de Janeiro, aos onze anos. Mais tarde, na Rádio Nacional, foi escritor de novelas e diretor de elenco. Na televisão, atuou como ator e autor de Tele-Peças, na Rede Tupi, TV Rio e Rede Globo.
No teatro, foi o primeiro Pedrinho do Sítio do Pica-pau Amarelo no Teatro Ginástico e Copacabana, no Rio de Janeiro.
Foi um dos diretores do musical "Alô Dolly" no Teatro João Caetano. A partir de 1960, foi convidado por Herbert Richers e Vitor Berbara a dirigir e atuar como dublador e participou do surgimento da dublagem na cidade do Rio de Janeiro.
Faleceu aos 60 anos, na tarde de 6 de março de 2006, em Bragança Paulista, interior do estado de São Paulo, onde estava internado havia mais de trinta dias no Hospital Universitário São Francisco, deixando muitas saudades em seus amigos, parentes e em seus fãs.
Sua voz acabou sendo imortalizada no ator Bruce Willis em filmes como Duro de Matar (em que ele só não dublou o 4, por motivos óbvios), Armageddon e O Quinto Elemento. Foi no desenho Thundercats que ganhou ainda mais notoriedade com o público jovem, e seria impossível vermos as aventuras de Lion sem a voz marcante de Newton.
Abaixo, a melhor abertura de desenho animado EVER com Da Matta soltando o fôlego para gritar Thunder, THUNDER, THUNDERCATS, HOOOOOOOOOO!


E aqui algumas das cenas mais emocionantes de Armageddon. Interpretações maravilhosas de Newton da Matta e do próprio Bruce Willis:


Essa é a voz do Bruce e ponto final.


Guilherme Briggs hoje é muito mais do que um dublador ou um diretor de dublagem. O cara tornou-se uma figura conhecida no mundo nerd e nas redes sociais, onde se destaca pelo seu carisma e pela admiração que tem pelo trabalho que faz. Em todas as suas entrevistas, fica claro o empenho com que ele desenvolve a profissão e todo o carinho que ele tem pelos colegas de trabalho. É um apaixonado pelo que faz, e com certeza esse é um dos segredos de seu sucesso. Fazer bem o que se ama fazer.
Já o acompanhei em entrevistas e bate-papos nos Nerdcasts do Jovem Nerd e até no Rapaduracast, além dos vídeos postados no Youtube onde ele sempre brinca com os entrevistadores, demonstrando-se sempre à vontade também frente às câmeras. Seu blog o Teatro dos Bonecos é um portal de maluquices criadas pelo próprio Briggs, e não há como não se divertir com as brincadeiras que ele faz com seus bonecos e o mundo do cinema e entretenimento.
Eu já gostava de seu trabalho muito antes de saber quem ele era. Sua dublagem clássica do Brendan Fraser em A Múmia está entre minhas preferidas, e só pra citar alguns dos personagens que ele já deu voz vai de Superman da Liga da Justiça, Freakazoid, Padrinhos Mágicos, o Rei Julian de Madagascar (Briggs rouba a cena nessa animação) e o incrível Buzz Lightyear de Toy Story até atores reais como Jim Carrey, Jean Claude Van Damme e Denzel Washington, substituindo brilhantemente Garcia Jr. que até então fazia a voz do ator.
Tudo que for falado de Briggs é como chover no molhado. Abaixo um episódio do amalucado Freakazoid, uma das paixões do dublador:


Nesse episódio também tem a participação do Darcy Pedrosa e do mestre José Santa Cruz.
Aqui o hilário Rei Julian na sequência de Madagascar na cena do sacrifício.
Briggs mata a pau com esse personagem! Muito bom!


"Eu como boinas verdes no café da manhã!" (Comando para Matar)
"Estou sacando!" (Exterminador do Futuro 2)
"Nossa! Você é muito feio!" (Predador)
"É hora de transformar essa preguiça em músculos" (Um tira no Jardim da infância)
Essas são só algumas das frases ditas por Arnold Schwarzenegger em seus filmes fixadas em minha memória, mas claro que não estou falando da verdadeira voz do ex-Governator, e sim do mestre Garcia Jr., o dublador que por anos fez a voz do Arnoldão e que nos fez esquecer de seu sotaque austríaco.
Garcia iniciou sua carreira na TV atuando como ator mirim, até que decidiu encarar seu primeiro trabalho com dublagem aos 10 anos, influenciado pelo pai, que já era diretor de dublagem. O personagem (pasmém!) era o Pica-Pau, e de lá pra cá foram anos de dedicação a seu trabalho.
Quem tem mais de 20 anos deve se lembrar da sua voz no desenho oitentista He-Man, e se não lembra deveria morrer!
Caso você se inclua nesse hall de alienados aí vai uma amostra da poderosa voz do Garcia Jr., atenuada com o Príncipe Adam e vocalizada ao máximo depois da transformação em He-Man, o herói da cueca de pelúcia:


Garcia também dublou atores como Harrison Ford, Willian Shatner, Dolph Lundgren, Richard Dean Anderson (Como assim "quem?" O Mac Gyver!!), Patrick Swayze em Ghost ("Um elefante incomoda muita geeente"), Van Damme em alguns filmes, Christopher Lambert em Highlander e (pasmém²) o coelho Roger Rabbit, no icônico Uma Cilada para Roger Rabbit!
Abaixo, Garcia Jr. dubla Schwarzenegger em O último grande herói:


"Ser ou não ser? Não ser".
Hehehehe!
Adoro esse filme!
Apesar de não estar mais atuante hoje em dia, Garcia Jr. ainda é meu dublador preferido, e fica a torcida para que Schwarzenegger volte a fazer filmes em breve para que sejamos novamente presenteados pela voz de Garcia, matando assim um pouco as saudades da infância e adolescência.

Tentei ser o mais justo possível com meu Top 16, mas claro que deixei de fora um monte de dubladores inesquecíveis. Caberia fácil aqui um Top 30, Top 50 devido a quantidade de artistas que eu ia me recordando conforme fazia a pesquisa para o post.
De antemão, posso citar aqui grandes mestres que nem precisariam fazer parte de nenhuma lista já que seu talento e reconhecimento são unânimes. Orlando Drummond o eterno Scooby Doo, José Santa Cruz, voz inconfundível de personagens como Dino da Família Dinossauro, Magneto dos X-Men e o pai do He-Man, o saudoso André Filho, dublador do Sylvester Stallone em Rocky e Rambo, além das dublagens clássicas do Superman de Christopher Reeves e Selma Lopes, a inesquecível voz da Marge Simpson.
Além dos grandes mestres, posso citar os profissionais que merecem também essa homenagem por fazerem parte das nossas vidas tanto quanto os demais: Carlos Seidl (Seu Madruga), Nelson Machado (Quico, Darkwing Duck), Manolo Rey (Homem Aranha/Peter Parker, Marty McFly na redublagem), Cecília Lemes (Chiquinha, Anri do Jaspion), Sylvia Sallusti (Jean Grey, Gwyneth Paltrow, Kimberly dos Power Rangers), José Sant'anna (Duas Caras do desenho do Batman), Miriam Ficher (Lilica do Tiny Toon, Charlene da Família Dinossauro), Nizo Neto (Presto de Caverna do Dragão, Sean William Scott [Stifler]) e o saudoso Francisco Milani, que por anos dublou Sean Connery.
Faltou alguém? Com certeza, mas seria impossível citar todos os grandes nomes da dublagem brasileira aqui sem que esse post ficasse infinito.
Todos os que foram citados representam esses profissionais que na maioria das vezes estão escondidos e não têm seus rostos conhecidos pelo grande público, mas suas vozes já fazem parte de nossa memória.
Vida longa à dublagem e que essa arte não seja esquecida e nem apagada nunca.

NAMASTE!

27 de junho de 2011

Eu vi: Qualquer gato vira-lata

Qualquer gato vira-lata não era meu alvo de expectativa cinéfila quando eu saí de casa para o cinema, mas mais uma vez aconteceu outra daquelas gratas surpresas, quando me vi passando boas duas horas de grande diversão assistindo o filme.
Baseado na peça "Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais saudável que a nossa" de Juca de Oliveira (que é um dos roteiristas do longa), o filme dirigido pelo estreante Tomás Portella não possui nada de revolucionário nem tampouco original, mas conta com uma fórmula infálivel: O humor romântico.
Na trama Cléo Pires vive Tati, uma moça apaixonada que se vê vítima da repentina indiferença do namorado, o galanteador e bon vivant Marcelo, vivido por Dudu Azevedo. Acostumado a ter as mulheres a seus pés, o cara não se incomoda em deixar a gata de lado para viver novas aventuras com todo tipo de piriguete que ele puder pegar, e essa atitude deixa Tati arrasada, uma vez que ela não consegue entender o que há de errado com ela para ter sido deixada de lado daquela forma. Em meio à crise de desespero ela conhece o professor de biologia Conrado (Malvino Salvador) que defende uma tese de que as mulheres não devem tomar a iniciativa em nenhum relacionamento e que essa evolução dos novos tempos está alterando a ordem natural das coisas, quando então só os homens davam o pontapé inicial para o começo de um namoro. Um tanto quanto machista, a teoria é colocada à prova quando Tati se oferece para ser a "cobaia" de Conrado para sua tese, e assim de professor de biologia ele passa a ser uma espécie de guru sentimental da garota, que aprende com ele uma forma eficaz de reconquistar o ex-namorado festeiro, começando por ignorá-lo.

O filme tem momentos hilários envolvendo o triângulo amoroso que se forma entre Tati, Marcelo e Conrado, e a plateia cai na gargalhada por diversos momentos de um jeito muito extasiante. Poucas vezes ri tanto vendo um filme nacional, e até me surpreendi com esse fato, uma vez que, como eu disse no começo do post, a fórmula da película já foi exaustivamente utilizada no cinema. O roteiro é bem semelhante ao de A verdade nua e crua, comédia hollywoodiana estrelada por Gerry Butler, uma das últimas comédias românticas do qual realmente gostei, e só por esses momentos de gargalhadas já teria valido a pena ter visto Qualquer gato vira-lata.

Todos estão muito bem em cena. Cléo Pires esbanja charme o filme quase inteiro além da plástica impecável (êêê lá em casa! A cena em que ela deita chorando na cama é um deleite!), Malvino Salvador se sai bem interpretando o por vezes atrapalhado professor Conrado e Dudu Azevedo apenas não compromete seu papel, que aliás, não é muito diferente do que ele interpreta em Muita calma nessa hora, que comentei aqui. O elenco de apoio também é muito bom e conta com Rita Guedes que vive a ex-mulher de Conrado, Letícia Novaes como a melhor amiga de Tati e o impagável Álamo Facó, que vive Magrão, o amigo porra-louca de Marcelo, um dos maiores responsáveis pelas risadas durante a sessão.

Além da clara fonte de diversão, Qualquer gato me ofereceu também alguns questionamentos sentimentais daqueles que tenho experimentado e teorizado nos últimos meses, e me fez pensar bastante, durante e depois do filme, nas reações humanas com relação a casos amorosos.
Na história, Tati só recebe a atenção que ela sempre quis de Marcelo quando faz aquilo que Conrado lhe propõe (o contrário que seus sentimentos mandam ela fazer), e foi aí que me lembrei dos tais mind games que comentei aqui anteriormente. Ao ignorar Marcelo e tratá-lo com indiferença, ela consegue fazer com que ele volte a se interessar, e o jogo ganha um elemento ainda mais importante representado pelo próprio Conrado, que se torna a pulga atrás da orelha do bon vivant, que até então não tinha qualquer concorrente. Os três personagens representam muito bem os tipos mais comuns existentes por aí: A moça apaixonada e sonhadora que se vê feita de trouxa pelo namorado, o estereótipo do "garanhão" e o professor bom moço, que é o tipo de cara certinho que as mulheres pregam achar o homem ideal, mas que na realidade é o menos escolhido quando a teoria se torna prática.

Na própria tese de Conrado, os homens são retratados como animais instintivos que veem as fêmeas como nada além de um espécime pronto a procriar (e procriar entendemos gratinar, copular, etc., etc.), enquanto que as mulheres fazem o papel passivo, aquele que só espera ser copulada, sem grande participação na ação. A meu ver, muitos homens agem exatamente como o personagem de Dudu Azevedo (os leões predadores), dando pouco valor as mulheres que têm em casa, enquanto cada vez menos caras querem o que o personagem de Malvino Salvador queria, ter apenas uma mulher para chamar de sua (sendo ele então representado pela Arara Azul, um raro caso de animal monogâmico da natureza).

No post do Afinal, o que querem as mulheres levantei o questionamento sobre esse joguinho feminino de fingir aquilo que não se sente apenas para não se dar o braço a torcer, e é exatamente isso que a personagem de Cléo Pires é levada a fazer quando seu "guru" percebe que da outra forma ela nunca seria levada a sério. No caso da Tati do filme, o alvo de sua paixão é um completo idiota que merecia comer um pouco do pão que o Diabo amassou pelo que fez a ela, mas é fato que muitas mulheres usam desses joguinhos o tempo todo, o cara merecendo a indiferença ou não. O mais triste nessa história toda é que no final, com tantos joguinhos, muito do sentimento verdadeiro que se pode ter por outra pessoa se perde, até porque uma hora o jogo se torna realidade e aí pode acabar ficando tarde demais para se voltar atrás. Daí o motivo de eu ser contra qualquer mind game no amor. Se você ama realmente uma pessoa, não quer saber de ficar brincando com ela. Você faz de tudo para que ela fique cada vez mais perto de você. E ponto final.

Qualquer gato vira-lata não vai mudar sua vida, mas é mais um ótimo exemplo de que os filmes nacionais podem sim serem bons sem apelar para putaria desenfreada e sem extrapolar na ambientação das favelas. Pode não ser um primor do cinema, mas garante bons momentos de riso sincero.


NOTA: 7,5

Ah... broxante também a trilha sonora com Marcelo Camelo fazendo dueto com Malú Magalhães.
Pô! Não tem o que tocar coloca um fundo neutro, mas não apela! Heheheh!

NAMASTE!

24 de junho de 2011

Top 10 - Maiores hits de Michael Jackson


Sou fã declarado de Michael Jackson desde sempre, e já escrevi sobre isso aqui, aqui e aqui. Escolher 10 hits entre toda a discografia desse artista fenomenal não é tarefa fácil, e devo admitir que mesmo agora, com essa dezena de música escolhida, eu ainda não me acho seguro que fui justo o suficiente.
Tentei apelar para o feeling, e escolhi dentre todas as que mais me tocam, sejam por sua letra ou por seu ritmo, recurso que as músicas de Michael tem de sobra.
Lembrando que não estou julgando aqui os melhores clipes e nem os hits mais importantes da carreira de Michael e sim, as músicas que na playlist são as minhas prediletas:
Eis os 10 maiores hits do melhor artista de todos os tempos:


Is It Scary faz parte de um dos álbuns menos conhecidos de Michael Jackson, o Blood on the dance floor, considerado por alguns, fruto da parte decadente de sua carreira. Lançado em 1997, o disco possuía apenas cinco hits inéditos e 8 regravações do álbum HIStory (em ritmo de balada), e a letra dessa música fala de coisas assustadoras.
Is It Scary conta com uma das mais brilhantes interpretações de Michael como cantor, além de possuir um arranjo emocionante e vibrante ao mesmo tempo. Embora a letra não tenha nada de motivador, ela é uma dessas músicas que só de ouvir você se sente mais determinado e com vontade de encarar os desafios de peito aberto.

Eu vou ser
Exatamente o que você deseja ver
É você quem está me provocando
Porque você está me querendo
Para ser o estranho na noite
Estou te divertindo?
Ou só te confundindo?
Eu sou o monstro que você visualizou



Ao longo de sua carreira Michael Jackson gravou e compôs várias baladinhas românticas carregando as letras de amor verdadeiro, e não só sobre amor entre homem e mulher, mas também para ratinhos (Ben), baleias (Will you be there tema de Free Willy), seus filhos (Little Susie) e a natureza (Earth Song).
You are not alone, é no entanto, seu hit romântico mais emblemático, aquele que remete logo ao amor entre um homem e uma mulher e a preferida da maioria dos casais apaixonados na playlist do Rei do Pop.
Longe de remar contra a maré, a música também é minha preferida no quesito "músicas fofas" e como não balançar o pescoço ao som daquelas batidas iniciais e com aquele refrão pra lá de emotivo?

Mais um dia se passou
E eu continuo sozinho
Como pode ser?
Você não está aqui comigo
Você nem se despediu,
Alguém me diga por quê
Você teve que partir
E deixar meu mundo tão frio?


Oh... Sussurre três palavras e eu virei correndo
Voando... E menina você sabe que vou estar lá
Eu estarei lá



Essa música me faz pensar na vida...


Apesar de ser a música que dá nome ao álbum, Dangerous não é um dos hits mais lembrados desse disco lançado em 1992, mas curiosamente ela se tornou com o tempo a minha preferida.
Pra quem não lembra, Dangerous, o álbum, tem entre outros hits Black or White e Remember the time, canções que apresentaram o disco com seus videoclipes cheios de efeitos visuais e de participações especiais. A música Dangerous não tem clipe, mas uma das mais célebres apresentações ao vivo de Michael é dançando e cantando essa música, como pode ser conferido no vídeo abaixo, durante a apresentação do MTV Music Awards de 95. Além da letra que fala de uma mulher perigosa (como toda mulher pode ser) do tipo que pode levar um homem à ruína, Dangerous ganhou uma coreografia única, assim como as aclamadas Thriller e Beat it, e entre outros inúmeros motivos o 8º lugar é merecido na lista das 10 mais!



Enquanto ela adentrava a sala
Eu podia sentir a aura de sua presença
Todas as cabeças se voltaram sentindo paixão e luxúria
A garota era persuasiva
Nessa garota eu não podia confiar
A garota era má
A garota era perigosa



Man in the Mirror faz parte do álbum Bad de 1988 e provavelmente abriu as portas para as demais canções carregadas de emoção que Michael viria a fazer em seguida, com corais femininos que lembram aqueles de música gospel e com letras que falam de mudanças e de fé. Depois dela e seguindo esse mesmo estilo de ritmo negro que pende para o gospel, Michael ainda gravaria Keep the faith em Dangerous, Earth Song em HIStory e a própria Is It Scary já citada aqui.
Diz-se que Man in the mirror era a música preferida do próprio Michael entre todas as demais, e ela fala que para se pensar em mudanças externas, primeiro deve haver uma mudança interna em todo ser humano. É uma letra carregada de mensagens fortes além de contar com uma das mais inspiradas interpretações do Rei do Pop nos vocais.


Eu estou começando com o homem no espelho,
Eu estou pedindo a ele para mudar os seus modos,
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor,
(Se você quer fazer do mundo um lugar melhor)
Olhe para si mesmo, e então faça uma mudança.
(Olhe para si mesmo, e então faça uma mudança)


Todos a essa altura do campeonato conhecem a história da infância sofrida que Michael Jackson teve e como muitos dos seus traumas e manias surgiram pela forma como ele era tratado pelo pai. O jovem Michael cresceu em um ambiente nada saudável e foi obrigado a presenciar cenas para lá de perversas protagonizadas pelo velho Joe Jackson.
Michael cresceu de forma pouco ortodoxa e algo que ele foi obrigado a reprimir foi sua própria sexualidade.
Como símbolo dessa libertação veio a agitada Don't Stop 'Til You Get Enough lançada em 1979 no disco Off the Wall, e o garoto tímido e recluso começou a mandar a seguinte frase no refrão:

Continue com força não pare,
Não Pare Até que esteja satisfeito
Continue com força não pare,
Não Pare Até que esteja satisfeito

Essa é com certeza uma das músicas mais sexuais de Michael, e nem é preciso ler nas entrelinhas que ele está descrevendo uma tórrida cena de sexo. É explícito!

Encantador é o sentimento agora,
Febre, temperaturas subindo agora,
Poder é a força, a promessa,
que as fazem acontecer
Elas não perguntam os porquês,
Assim fique junto ao meu corpo agora,
Somente ame-me até você não saber como.

Quando li a tradução dessa letra pela primeira vez demorei a acreditar que aqueles Ohh e ohhhh eram de excitação, mas hoje está mais do que claro as intenções da letra que é do próprio Michael. Off the Wall marcou além do começo da parceria de Michael com o produtor Quincy Jones, o fim definitivo do "pequeno Michael Jackson que cantava com os irmãos mais velhos", e talvez por isso uma música emblemática cheia de ritmo fosse necessária.
A célebre trilha de abertura do Video Show é até hoje uma das mais gostosas músicas dançantes de Michael, e é difícil ficar parado ouvindo.


Encantador é o sentimento agora,
Eu não vou reclamar,
A força é o poder do amor.

Ou isso ou o Michael estava falando da Força de Star Wars e eu aqui pensando besteira!
Heheheheh!


Beat it conta a história de um amigo que aconselha o outro a não dar uma de machão querendo encarar o valentão do bairro, e por isso o refrão é insistentemente cantado enquanto Eddie Van Halen arrepia nos solos de guitarra.
Isso mesmo! Beat it é a primeira música de Michael que liga seu som pop a fúria do metal e o casamento dessas duas vertentes gerou uma combinação que é uma das mais lembradas na discografia de Michael.
O clipe, na época, devia passar todo o clima de "valentia", mas hoje não dá pra assistir sem dar boas risadas dos protagonistas e da briguinha das duas gangues.
De bom, esse clipe rendeu aquela coreografia espetacular do "joga o braço direito pra cima, depois o esquerdo, puxa pro lado, vira de costas, cruza as pernas e vira de frente" que até hoje eu não consigo fazer, mas toda vez que ouço o Just beat it, beat it, beat it, beat it eu tento reproduzir em vão. Quem sabe um dia?



Smooth Criminal era parte integrante do filme Moonwalker, e um trecho do clipe se passava no decorrer do filme.
A música faz parte do álbum Bad, e é sem dúvida uma das tentativas de Michael superar Thriller que mais chegaram perto de seu objetivo.
A música é sensacional. Tem um ritmo contagiante, uma letra redonda (apesar de repetitiva) e tira de dentro de qualquer pé de chumbo o bailarino interior. Dentre as músicas dançantes do astro pop é com certeza uma das minhas preferidas, e consta obrigatoriamente na playlist do meu MP3.

Assim que ele entrou pela janela
Ouviu-se um som crescente
Ele entrou no apartamento dela
Ele deixou a mancha de sangue no tapete
Ela correu para debaixo da mesa
Ele podia ver que ela estava incapacitada
Então ela correu para dentro do quarto
Ela foi golpeada, era o seu fim.





A coreografia é impecável e as cenas de ação em meio ao clima mafioso do clipe iniciaram uma tendência do qual Michael experimentaria outras vezes no MTV Music Awards na apresentação de Dangerous e também no clipe do hit You Rock my World do álbum Invincible de 2001.
A "caidinha pra frente" era outro segredo guardado à sete chaves na época, e Michael repetia nos shows só pra deixar o público boquiaberto. O cara era um gênio.
Só me expliquem o que é aquela viagem de LSD que pára o clipe e em que todo mundo começa a gemer e miar?


Se em Beat it Michael fazia o papel do garoto certinho que apartava a briga do amigo valentão, em Bad, Michael é o próprio cara marrento e mostra ao público que ele não é mais o mesmo garotinho medroso e que agora ele é Bad. Who's bad...
OK, eu comecei a gostar de Michael Jackson e toda sua mitologia a partir dessa música. Como bem mencionei aqui, a primeira imagem que vi do artista era ele paramentado com a jaqueta de couro negra fazendo pose de "mau" na capa do álbum que leva o mesmo nome da música, e aquela introdução até hoje me causa a mesma sensação de quando a ouvi pela primeira vez.
É difícil explicar o que te faz gostar de uma música. Pode ser a harmonia entre som e voz, pode ser um detalhe de arranjo, pode ser a forma como a voz do vocalista soa aos ouvidos e no caso de Michael é tudo isso ao mesmo tempo.
Bad é a música que me fez ser apresentado ao personagem Michael Jackson e é com certeza uma das melhores de toda sua carreira.

Sua bunda é minha

Vou lhe dizer umas verdades
Trate de mostrar seu rosto
Em plena luz do dia
Eu estou lhe dizendo
Que o que eu sinto
Vai ferir sua mente
Não atire para matar.
Vamos lá
Vamos lá
Deixe comigo
Tá certo.




Como eram engraçados os caras marrentos da década de 80!! Hehehehe!
Who's Bad?


Tudo que eu falar da música Thriller vai soar clichê e previsível, porque é simplesmente a mesma coisa que qualquer entendido do assunto ou mero fã irá falar.
Thriller foi a divisora de águas não só do cenário pop mundial mas também de toda uma tendência que passou a ser ditada a partir dela. A música não é só emblemática para a carreira do próprio Michael, ela conseguiu ir muito além disso, se fundindo ao início de toda a mídia musical que se criou depois dela. Existe o antes de Thriller e o depois de Thriller. E eu nem estou falando do videoclipe!
A música conta uma história de terror no melhor clima hollywoodiano, e incorpora elementos aterrorizantes como uivos na noite, o abrir de caixões, o farfalhar da roupa de zumbis e o remover de terra. Sem ver o clipe, a música já seria uma viagem impressionante para dentro da mente criativa de Michael, ela tem ritmo, conta uma história interessante e tira literalmente os mortos das suas tumbas. Fala sério! Jogue a primeira pedra quem nunca arriscou fazer os passinhos da coreografia magistral criada por Michael para o clipe ou já não tentou imitar a risada macabra do Vincent Price ao fim do vídeo?
Thriller é uma obra prima em todos os sentidos, e é digna de aplausos de pé toda vez que é executada.

A escuridão cai sobre a terra

A meia noite está próxima
Criaturas rastejam em busca de sangue
Para aterrorizar a vizinhança
E todos que forem achados
Sem a alma no corpo
Deve ficar e enfrentar os cães do inferno
E apodrecer dentro de uma casca de cadáver


O que dizer mais desse clipe??
Fecha a conta e passa a régua. Michael Jackson era gênio!
Um dia ainda danço essa coreografia completa! Heheheheh!


A música Billie Jean era tocada sempre no ápice de todos os shows de Michael desde que ela fora lançada no célebre show de 25 anos da gravadora Motown (vide clipe mais abaixo), onde ele apresentou ao mundo o seu impressionante moonwalk pela primeira vez. Daquela apresentação até bem perto de sua morte, a música era cultuada pela legião de fãs que aguardava ansiosa a execução do passo que hoje em dia é reconhecido no mundo todo. "Meu Deus! O homem desliza para trás!"
Antes do mega sucesso de Thriller, Billie Jean que pertence ao mesmo álbum, abriu as portas do sucesso estrondoso na carreira de Michael e a história da atriz/bailarina Billie Jean ganhou o foco do mundo, tornando-se a música que com certeza é A mais emblemática na carreira do artista.
Billie Jean instrumental me acorda todos os dias de manhã pelo celular, eu uso a batida da música como toque e simulo a mão segurando o chapéu característico de Michael na cabeça sempre imaginando aquela pausa que ele fazia nos shows em que só ele e uma luz vinda do alto brilham durante a coreografia completa criada por ele. O moonwalk? Aprendi, claro, mas não chego nem aos pés do esplendor de quem o consagrou.
Billie Jean é na minha opinião a música símbolo de Michael Jackson e me vem à mente sempre o homem deslizando pelo palco fazendo parecer simples um dos passos de dança mais icônicos de todos os tempos.


Michael continua vivo na lembrança e a obra que ele criou é eterna, daí a importância de celebrá-la sempre. Já se fazem dois anos desde que ele partiu, mas ele continuará presente enquanto sua música tocar.

Michael, you are not alone!

NAMASTE!

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