26 de junho de 2012

Homenagem do Rodman - Michael Jackson está vivo!



Passou muito rápido. Já fazem três anos que Michael Jackson faleceu, deixando uma legião de fãs verdadeiros (e um punhado de modistas que o descobriram depois de sua morte) sem sua presença radiante. O maior ícone pop e o maior artista musical de todos os tempos foi embora no dia 25 de Junho de 2009, mas é engraçado perceber como isso, até hoje, tanto tempo depois depois, ainda não foi digerido e nem tampouco compreendido completamente. É como se o cara fosse retornar do nada lançando um novo álbum ou um novo show, porque durante muito tempo, desde Invincible, foi exatamente o que os fãs esperavam, seu retorno triunfal, e agora, é como se essa espera continuasse, embora saibamos muito bem que ela vai durar para sempre. 


Aprendi a gostar de Michael Jackson desde muito cedo influenciado por irmãos mais velhos, mas não foi algo imposto. Gostar de Michael Jackson era sim, quase uma tradição na minha família, mas não foi por isso que me tornei fã. Eu gostava de seu estilo de cantar, das suas roupas um tanto quanto extravagantes (quase roupas sociais em se comparando com Lady Gaga!) e acima de tudo eu gostava da dança. Não, não sou um pé de valsa nem um entendido do assunto, mas algo naqueles gestos e movimentos rápidos me cativava, algo que apenas mais tarde aprendi que era puramente mágica. Michael Jackson não era apenas um bailarino excepcional, era mágico. O que ele fazia nos palcos e nos videoclipes, gênero que ele ajudou a difundir, era pura magia, e chega a ser algo até mesmo difícil de exprimir em palavras puras.
A cada novo álbum que me chegava em forma de vinil, com aquelas capas muito bem elaboradas (Dangerous é de um esplendor absurdo) nos memoráveis anos 90, com aqueles encartes gigantes dentro e a cada novo clipe lançado para nós, pobres mortais no Fantástico, era uma festa. Um momento de parar para olhar, admirar, curtir, voltar a olhar e depois olhar, olhar...


Não havia nenhum artista que nos movesse em casa como ele. Perdi as contas de quantas vezes eu e meus irmãos ficávamos a imitar as coreografias das músicas de Dangerous em casa, e quanto aquele bolachão tocou em nosso aparelho de som. Inúmeras vezes. Uma mais contagiante que a anterior. Tempos bons.
O álbum Dangerous, o quarto solo da carreira de Michael (sem contar os singles), foi um dos mais importantes para mim porque foi o mais exaustivamente ouvido pela família. Logo depois tivemos acesso aquele que foi considerado o melhor álbum não só pelo que vendeu, mas também pelo que revolucionou o cenário musical Thriller, e para nós Michael já era o melhor, nem precisávamos ouvir sua maior obra. Em seguida veio HIStory que além de uma coletânea reunindo os maiores sucessos da carreira, era também um álbum de inéditas e tinha nada mais nada menos que 4 LPs, sem falar no encarte sensacional com fotos e textos de Michael e pessoas que o homenageavam. Nessa época, o grande artista já tentava se recuperar dos primeiros escândalos de pedofilia dos quais havia sido acusado e voltava aos palcos com a reputação abalada, além dos problemas familiares e seus relacionamentos estarem cada vez mais expostos na mídia. Era o começo do fim.
Nunca acreditei que os escândalos envolvendo a vida pessoal de Michael fossem verdadeiros, e tampouco me importava com a aparência cada vez mais mutante que ele começava a assumir toda vez que seu nome vinha a foco. Tudo isso era, para mim, secundário, já que o que mais importava era seu enorme talento. Víamos desde sempre a criança assustada que Michael era mesmo na fase adulta, e tínhamos (eu e minha família) a certeza que aqueles boatos não passavam de uma trama muito bem criada para afetar o ídolo. Nada foi comprovado, nenhuma “vítima” veio à mídia expor o que acontecia de verdade dentro de Neverland, o refúgio encantado do menino que não queria crescer, mas perante a mídia (e não dos fãs) Michael já não era mais o Rei do Pop. Sua pessoa havia sido maculada.
Até hoje, quando mencionam Michael, se preocupam mais em expor suas plásticas, sua mudança de aparência e seus hábitos extravagantes, mas criou-se um respeito maior pelo ídolo, visto que seu vasto repertório de evidente qualidade foi deixado como legado. É inegável o quanto a obra de Michael foi e ainda é importante para a música mundial, e isso é o que mantém sua estrela sempre brilhante. É uma pena que tantas pessoas só começaram a conhecer Michael após sua morte, depois que a mídia destruiu o que ele representava, mas é muito bom saber que seu público, mesmo em decorrência de seu fim acabou se renovando. É comum vermos crianças falando e reconhecendo Jackson, imitando seus gestos característicos e cantando suas músicas, e isso ainda dá alguma esperança que o que ele criou ainda vai perdurar. Para os fãs, Michael Jackson está vivo em sua música, em sua dança e em seus clipes, e para a nova geração que começou a conhecê-lo agora ele ainda não morreu e continuará sendo o melhor de todos entre os maiores. Viva Michael. You are not alone!




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NAMASTE!

25 de junho de 2012

Top 10 - Menções Honrosas Vingadores



Esse post será melhor compreendido se lido com o Top 10 - Maiores Vingadores.
Os dois posts são complementares.


Antes do Top 10 não poderia deixar de citar alguns heróis que acabaram ficando fora da lista oficial, mas que merecem ser homenageados. Ninguém menos que o Rei de Wakanda deveria iniciar as menções.


Ele participou de uma das minhas formações preferidas dos Vingadores, e embora à princípio você possa se perguntar que diferença um cara “comum” como T’challa poderia fazer em uma super-equipe acostumada a chutar a bunda de Krees e Skrulls pela galáxia, o Pantera Negra teve grande destaque ao longo das histórias dos Vingadores, prestando inclusive suporte tecnológico para o grupo quando Tony Stark não estava disponível.


Pra quem não lembra, é do reino africano de Wakanda, lar do regente negro, o material usado na fabricação do escudo circular do Capitão América, o vibranium, e na animação Vingadores – Os Maiores Heróis da Terra a ligação entre o personagem (que derrota todos os membros só como demonstração em sua primeira aparição) e o grupo é muito bem fundamentada, envolvendo a má utilização do raro metal africano.
O Pantera Negra deu uma chave de braço no Surfista Prateado e é casado com a Tempestade dos X-Men. Alguém duvida das capacidades físicas dele?

Além de ser uma das Vingadoras mais sensuais que já passaram pelo grupo, a senhorita Jennifer Walters é com certeza uma das personagens mais carismáticas da equipe.
Prima de Bruce Banner e aliada esporádica dos Vingadores, Jennifer só se juntou oficialmente a eles muitos anos depois de sua criação nos quadrinhos, antes dela fazer parte do Quarteto Fantástico.


Jenny (para os íntimos) era membro regular quando a equipe não contava com quase nenhum dos maiorais (Homem de Ferro e Thor), e foi aliada na época do Dr. Druida, da Capitã Marvel (hoje Fótom), do Cavaleiro Negro, da Vespa, do Namor e do Hércules.

Jenny participou da dissolução da equipe clássica dos Vingadores na Saga A Queda, escrita por Brian Michael Bendis, e enlouquecida pelos feitiços de Wanda Maximoff, ela despedaçou o Visão ao meio, antes de espancar os colegas de equipe.

Que fúria, abacatinho!


Desde a Segunda Guerra, quando então ele fez parte dos Defensores e se aliou ao Capitão América e ao Tocha Humana original (o androide), o Namor sempre teve um caráter dúbio, e nunca se definiu como herói ou vilão, dando um pau no Quarteto fantástico num dia e comendo a Sue Storm e se aliando aos Vingadores no outro.
Notoriamente ele foi um dos Vingadores mais poderosos de todos os tempos por sua incrível força e resistência (porra! O cara vive nas profundezas do Oceano!), o que o tornou apto a encarar o Hulk e o Coisa no mano a mano.



Uma de suas participações nos Vingadores que mais me recordo, foi quando ele se juntou aos Pesos Pesados dos Heróis mais Poderosos da Terra (Magnum, Hércules e Homem de Ferro) para tentar deter a fúria do Hulk, que na época estava separado do Banner, e portanto, não passava de uma criatura enraivecida.



Se o Príncipe da Atlântida costumava se dar bem em suas pelejas contra Ben Grimm, o mesmo não acontecia com o Hulk. O Verdão sapecava o sarrafo no Namor sem dó, o que não o desabona em nada, claro. Afinal, quem no Universo Marvel nunca tomou uma surra do Golias Esmeralda?


Sem sombra nenhuma de dúvidas, o Hércules é o ex-Vingador mais fanfarrão de todos.
O cara é um semideus, um dos heróis mais fortes da Marvel e provavelmente o mais beberrão deles, entrando em uma disputa ferrenha com o Wolverine nessa categoria. Aliás, o embate dos dois em um bar é uma das histórias mais engraçadas que já li com eles. Bons tempos quando as HQs eram formadas por histórias leves e despojadas.


Além de suas disputas de força com o Hulk, uma das aventuras mais memoráveis dos Vingadores com sua participação é a invasão da Mansão dos Vingadores pelo grupo do Barão Zemo. Aliado aos caras mais barra-pesada da Marvel como a Gangue da Demolição e o Mr. Hyde, Zemo limpa o chão com os Vingadores, e bêbado, Hércules toma a maior surra de sua vida, entrando em coma logo em seguida.
O Leão do Olimpo ainda voltaria a ser membro da equipe principal na fase “Vingadores de jaquetinha” dos anos 90. Com uma armadura esquisita, cabelos longos e sem barba, o filho de Zeus era aliado do Cavaleiro Negro, da Sersi, Crystalis, Capitão América e Visão, na época em que o Homem de Ferro, brigado com Steve Rogers, havia formado sua própria equipe, a Força-Tarefa.


Outra participação de Hércules de destaque ao lado dos Vingadores é na Saga Guerra Civil, onde ele defende a derrubada do ato de registro super-heroico.


Pouca gente se lembra que Hank McCoy já foi um vingador, mas ele já fez parte da melhor equipe de todas dos heróis de Nova York, o Dream Team dos Vingadores. Quando John Byrne escrevia o título, o Fera era um dos membros mais importantes do grupo, servindo ao lado do Magnum como o alívio cômico das missões dos heróis.


Mais ágil e com uma aparência mais símia (sem aquela carinha de ursinho Pimpão que ele tem hoje em dia!) McCoy era um grande aliado do Capitão América no combate físico, além de usar sua mente científica para bolar os mais estrambólicos artefatos para a Mansão dos Vingadores.


Nos últimos anos, utilizando a fórmula de se multiplicar pelos mais diversos títulos de gibis da Marvel do seu colega X-Man Wolverine, ele começou a fazer parte dos Vingadores Secretos de Steve Rogers, além de continuar obedecendo as ordens do Ciclope com os X-Men.

NAMASTE!

Top 10 - Os Maiores Vingadores


Sempre quando estreia um novo filme de algum super-herói “novato” para o grande público é fácil aparecer um bando de “fãs” dizendo que sabem tudo sobre os personagens só porque viram o tal filme.
Claro que o sucesso do filme Vingadores (a Terceira maior bilheteria de todos os tempos, tendo rendido algo em torno de US$ 1,355.2!!) vai trazer à tona um monte de entendidos “Vingadorescos”, dizendo um monte de impropérios do tipo: “O Nick Fury fundou os Vingadores”, “A Viúva Negra faz parte da formação original da equipe”, “O Gavião Arqueiro antes de entrar pro grupo era agente da SHIELD”, “O Jarvis é só uma Inteligência Artificial” e blablablabla. Os fãs mais “véios”, no entanto, sabem muito bem diferenciar o que é cânone nos quadrinhos do que não é, e isso inclui as formações dos Maiores Heróis da Terra ao longo do tempo.
Acompanho Os Vingadores desde a infância, quando suas histórias eram publicadas no Brasil na revista do Capitão América da Editora Abril, e a super-equipe liderada pelo Steve Rogers foi a primeira com a qual tive contato. Na época eu nem sabia o que era “Xis-Men” e pra mim Liga da Justiça era a mesma coisa que os Superamigos do desenho!
 Entre tantas formações diferentes ao longo desses quase 50 anos de publicação, eu destaco nesse Top 10 (+ 5 menções honrosas) aqueles personagens que, na minha opinião, são realmente os Maiores Heróis da Terra, e que formam o Dream Team dos Vingadores.
Obs.: Considero aqui apenas as formações clássicas dos Vingadores, portanto, não esperem caras como Homem Aranha, Luke Cage ou Wolverine na lista.

Simon Willians surgiu nas histórias dos Vingadores como um vilão (para variar!), e sob o comando do Barão Zemo, o herói carregado de energia iônica chegou a encarar o Poderoso Thor no mano a mano, e esculachou a terceira formação dos Vingadores, que na época já não contava com caras como Homem de Ferro, Homem Formiga e Hulk.
Sim, gente. Eu disse Hulk mesmo. Ou você não sabia que ele havia sido um membro fundador da equipe?


Ao se regenerar mais tarde (para variar) o Wonder Man, que em português, e por razões óbvias, jamais foi chamado de o “Homem Maravilha” e sim de Magnum (apesar do “W” enorme em seu peito), entrou para a equipe mais “bandida” dos Vingadores, que na época era quase toda formada por ex-vilões (Feiticeira Escarlate, Mercúrio e Gavião Arqueiro) e o Capitão América.
Não demorou para o cara começar a arrastar asa para o lado da Feiticeira Escarlate (aliás, nada bobo o malaco), mas quando seus próprios padrões mentais foram transferidos para o sintozoide Visão, criação máxima do vilão Ultron, o cara perdeu a vaga de conquistador para o robô de pele bronzeada.


Magnum passou o resto da vida nos Vingadores arrotando vantagens que havia derrotado o Thor em batalha, e na fase escrita por John Byrne ele era considerado um dos membros mais poderosos de todos, ao lado do Homem de Ferro e do próprio Thor.


Depois de morrer, ressuscitar, morrer de novo e ressuscitar de novo, atualmente Magnum pode ser visto de volta as suas origens vilanescas, e ele resolveu atacar os Vingadores recém-formados após o Reinado Sombrio, por acreditar que a causa dos males de tudo que aconteceu à comunidade heroica nos últimos anos (Guerra Secreta, Guerra Civil, Invasão Secreta e Reinado Sombrio) é culpa dos Vingadores.


Ele já foi o Homem Formiga, o Gigante, o Jaqueta Amarela e por um tempo usou um macacão vermelho se intitulando apenas de Hank Pym (uuii! Que medo!), mas pouca gente se lembra que, em meio essa crise de identidade eterna, o criador das partículas Pym, que permitem que um indivíduo diminua ou aumente de tamanho, foi um dos membros fundadores dos Vingadores, figurando ao lado de Homem de Ferro, Hulk, Thor e da esposa Vespa na primeira formação dos Maiores Heróis da Terra.


Se mesmo assim você não o considera grande coisa, tudo bem. Eu te dou razão, afinal, um sujeito que tem uma crise de inferioridade e que bate na esposa por se achar um merda, não pode ser considerado um bom exemplo de herói modelo.


De volta a seu equilíbrio mental, no entanto, Pym é com certeza um dos membros mais valorosos dos Vingadores, servindo como a mente brilhante da equipe na ausência de Tony Stark e do Fera.

Em Guerra Civil, sua versão “evil” se aliou as mentes de Tony Stark e Reed Richards à favor da Lei de Registro Super-Humano e ajudou o Sr. Fantástico a projetar a prisão da Zona Negativa para super-vilões de alta periculosidade, ideia, na minha opinião, genial. Já pensou mandar todos os bandidões para uma outra dimensão e ainda trancafiá-los lá?
O cara teria que ser muito ninja pra escapar de uma bagaça dessas!

Tá, gente.
Eu confesso que resisti ao pensar em colocar o senhor Clint Barton na lista dos maiores Vingadores de todos os tempos, mas embora ele seja apenas um arqueiro em meio a caras que podem dobrar barras de aço com as mãos, que soltam trovões por martelos, que se desmaterializam no ar e que evocam encantamentos que distorcem a realidade, não dá pra negar que ele é sim um dos membros mais importantes do grupo, em especial por seu espírito guerreiro.


Exceto as duas primeiras formações, o Gavião esteve presente em praticamente TODAS as demais formações dos Vingadores, e seu lado encrenqueiro e mulherengo acabou conquistando os leitores, o tornando um dos frequentadores da Mansão dos Vingadores mais carismáticos de todos.
Quem não vibrava cada vez que ele desacatava as ordens do Capitão América ou ficava de birra só por agir como um pela-saco? E quem aí não torceu por ele contra o Agente Americano, mesmo sabendo que o arqueiro não tinha a menor chance de vencer o herói anabolizado em um confronto mano a mano?


Todo mundo sabe que ele é um merda em meio a deuses, mas ele é um dos merdas mais queridos do grupo, e antes do Homem Aranha entrar para a equipe, era ele o piadista e cara que servia de alívio cômico nas histórias, além de só perder para o Wolverine no quesito “comedor”. Barton já passou o rodo em quase metade do elenco feminino da Marvel: Harpia, Vespa, Feiticeira Escarlate, Mulher Hulk, Viúva Negra, Felina são algumas de suas conquistas, e atualmente anda dando uns pegas na Mulher Aranha.


Isso que é um sujeito, digamos assim, persuasivo!  Só por suas conquistas amorosas o cara merece nosso respeito.

Ela é pequena, possui ferrões energéticos que usa como armas, era uma socialite antes de se tornar vingadora, teve parte de seus padrões cerebrais absorvidos por Ultron para que ele desse vida à sua esposa robótica Jocasta, troca mais de uniforme do que o Homem de Ferro troca de armadura, já foi líder do grupo e é uma das mais respeitáveis vingadoras de todos os tempos. Estou falando da incrível Vespa!


Janet Van Dyne esteve em praticamente todas as formações dos Vingadores e tem o histórico parecido com o do ex-marido Hank Pym por ser subestimada devido sua estatura.
Embora ela fosse vista como a “Sininho” entre os heróis, Jan sempre demonstrou grande presença de equipe, servindo como uma das mais leais ajudantes do grupo.
Nas batalhas, ela sempre surgia como o efeito surpresa, batendo no olho ou entrando no ouvido dos inimigos (tá, isso foi ridículo!), mas nas reuniões da equipe, com o passar do tempo ela começou a assumir ares de comando, sendo agraciada pela liderança da patota na fase desenhada por John Buscema (o irmão talentoso do Sal).
 

Em uma de suas últimas aventuras como vingadora, ela voltou a encarar uma versão metálica de si mesma, a encarnação feminina do Ultron, robô criado por seu ex-marido e um dos principais inimigos dos Vingadores.


Atualmente Jan se encontra sob sete palmos, e, por favor, respeitem um minuto de silêncio... Até que ela volte da tumba, claro.

Há quem torça o nariz para a personagem Miss Marvel, porém eu particularmente sempre a achei incrível, e se eu fosse o Nick Fury do filme e pudesse escolher meus Vingadores para uma batalha, certamente escolheria Carol Danvers para encabeçar minhas fileiras de ataque.


As células de Carol são carregadas por uma energia Kree (a raça alienígena do Capitão Marvel) com a qual seu corpo fora bombardeado no passado, e com isso ela é capaz de gerar rajadas de força, repelir objetos e absorver todo tipo de energia. Além disso, a moça possui super-força e poder de voo, e é versada em técnicas de combate corpo a corpo e estratégia militar. Aliás, foi por ser uma militar que ela acabou se envolvendo no acidente que lhe concedeu seus poderes.


Apesar dessa gama imensa de poderes, poucas vezes vi os roteiristas explorando suas habilidades de modo que dessem a Miss Marvel o status da heroína mais poderosa da Marvel, o que a meu ver, seria muito justo. Em Marvel Avengers Alliance, estou muito satisfeito de tê-la em meu time de ataque, e de todos que adquiri no jogo, ela é uma das mais poderosas. E olhe que meu time tem o Homem de Ferro e a Mulher Hulk!

Ok. Acabei de falar que a Miss Marvel deveria receber o status de heroína mais poderosa da Marvel por causa de suas incríveis habilidades, mas isso só é válido agora que a Feiticeira Escarlate está aposentada, depois de extirpar metade dos mutantes do mundo e de pirar feio na batatinha, causando a dissolução dos Vingadores, após uma crise brava de TPM.
Wanda Maximoff sempre fora a heroína mais presente dos Vingadores, e se na Liga da Justiça essa presença feminina é destacada pela Mulher Maravilha, nos Vingadores com certeza essa vaga é da Feitoca Vermelha.


Bastou ela pirar para que todo mundo no universo Marvel, incluindo os fodões como Dr. Estranho, Professor Xavier e Magneto começassem a temer por suas vidas, sabendo o poder incomensurável que a mulher controlava (e que vamos ser sinceros, nem a gente sabia que era tão grande!). Tal demonstração de poder, até então, só havia sido mostrado em pequena escala no crossover dos Vingadores com a Liga da Justiça, onde Wanda é responsável pelos principais momentos dos heróis da Marvel contra os bam-bam-bans da DC.
Usar uma das maiores heroínas do Universo Marvel como a grande vilã por trás de A Queda foi uma ideia de gênio, e uma das maneiras mais bacanas de homenagear todos aqueles anos de publicação de Vingadores.
Qual foi a causa da crise de Wanda?

Oras, seus melhores amigos deixaram que ela se afundasse psicologicamente num lamaçal do qual ela nunca poderia sair sozinha. Ela teve filhos “imaginários” conjurados por ela mesma, casou-se com um androide, fora torturada anos e anos por ser a filha de um dos maiores terroristas da história, sempre estivera sob a sombra do mal de Magneto e acima de tudo ela possuía o dom de manipular a realidade a seu redor.
 A mente de Wanda era frágil demais para que ela conseguisse conter tanto poder, e quando ela fraquejou, muitos pagaram com a vida por tantos anos de tortura mental que ela sofreu mesmo que indiretamente. Que o digam o Valete de Copas, o Homem Formiga Scott Lang, o Gavião Arqueiro e o próprio Visão!


É uma pena que a personagem acabou desaparecendo após os acontecimentos da Dinastia M (a realidade alternativa criada pela mente de Wanda), mas também, se ela retornasse aos Vingadores depois de tudo que fizera, seria o maior caso de adoção de vilão da história do grupo! Quem seria o próximo a integrar os Vingadores depois? O Thanos? O Mephisto?

Nos primórdios de sua criação, os roteiristas diziam que o androide Visão havia sido construído a partir do corpo do Tocha Humana original, que havia sido desativado nos badalados anos quarenta, pouco depois da Segunda Guerra.
Ultron, o modelo de vida artificial criado por Hank Pym, queria mostrar a seu “pai” que ele também era capaz de desenvolver a vida, e criou o Visão, com seus poderes de controle sobre a massa corpórea, com o intuito de destruir Pym e os Vingadores.
Visão surgiu como vilão (pra variar!) nas histórias dos Vingadores, e se não fosse a intervenção dos membros originais da equipe, o androide teria pisoteado e sambado em cima dos heróis mais poderosos da Terra... Grupo que na época, sejamos sinceros, não tinha nenhum membro que fizesse jus a alcunha. Dizer que Mercúrio, Feiticeira Escarlate (que mal conseguia controlar seus dons na época) e o Gavião Arqueiro são os maiores heróis da Terra é querer superestimar demais esses três.


Por possuir os padrões mentais de Simon Willians, o Homem Maravilha (BWAHAHA-HAHAHA!), o androide arrependeu-se de seus atos, e para não contrariar o histórico da equipe que costuma aceitar ex-vilões em suas formações, o Capitão América o aceitou como um membro do grupo.

Volta e meia a partir daí, o Ultron voltava para atazanar a vida do Visão e do Hank Pym, e só então o herói robótico começou a provar sua força de caráter, evitando que seu “pai” destruísse seus novos amigos.  
Com seu jeitão frio e imparcial, o Visão foi durante anos, um dos personagens mais interessantes a morar na Mansão de Tony Stark. Além de suas capacidades físicas de se tornar intangível (quando eu era pequeno eu achava que ele ficava invisível!), de tornar sua estrutura corpórea mais dura que o diamante para nocautear seus adversários, da super-força e dos raios solares que ele podia emitir pela joia encrustada em sua testa ou através dos olhos, o androide possuía um cérebro computadorizado, o que o fazia raciocinar mais rápido até mesmo que o membro mais estrategista da equipe, o Capitão América.


Quando algum super-vilão nocauteava o Visão, já dava aquele cagaço, porque se alguém era capaz de derrotá-lo, era indicação de que os Vingadores estavam encrencados!
Depois do Capitão América, do Homem de Ferro e do Thor, sempre achei o Visão o membro mais importante dos Vingadores, e queria muito que ele já aparecesse logo de cara no filme dos personagens. Quem sabe no segundo ou no terceiro filme ele surja interpretado pelo Keanu Reeves, pelo Brandon Routh ou qualquer um desses atores que parecem bonecos animados!
A definição de fodacidade do Visão para mim foi quando ele acabou com o Conde Nefária (na fase Byrne) subindo a uma altura impensável e caindo como uma bigorna na cabeça do vilão, apagando-o e decretando uma das vitórias mais suadas da carreira dos Vingadores.


Atualmente o personagem foi reprogramado após ser destruído pela Mulher Hulk em A Queda, e encontra-se como um robô adolescente (que merda!) ajudando os Jovens Vingadores.

Devo confessar que eu detestava as histórias do Thor que eram publicadas nas edições de Heróis da TV pela Editora Abril. Eu não sei se era a linguagem rebuscada que me incomodava (Vós sois, tu éreis...), se eram os desenhos ou se eram os personagens de Asgard, mas algo fazia com que eu não me interessasse pelas aventuras do filho de Odin. Se bobear tem material do personagem lá em casa que eu nunca li nas revistas antigas!


Porém, no entanto, todavia, eu curtia e muito quando o Deus do Trovão surgia para salvar a pátria nos momentos em que a coisa estava feia para os Vingadores, e toda aquela superioridade que o personagem nos passava, causava aquela sensação de “agora você vai ver só, seu vilão feio e bobo” comum de quando você é criança.


O Thor era o cara da decisão. Os inimigos tremiam quando ouviam um trovão ao longe, e não tinha um que não dava aquela amarelada quando o loirão surgia triunfante arremessando seu Mjolnir no peito do fascínora e bradando “Tu éreis um vassalo de Surtur, criatura batráquia e helps!”. Bons tempos.
A amizade entre o filho de Odin, Steve Rogers e Tony Stark era uma das características mais significativas no super-grupo. Os três eram vistos como a Trindade fundamental dos heróis Marvel, e quando a equipe tinha os três juntos não tinha Kree, Skrull, Kryptoniano, Marciano ou Vulcano que podia superá-la.


A abordagem de J.M Straczynski (saúde!) para o parrudão tornou a mitologia do personagem bem interessante, e consegui aceitar muito melhor o personagem e seu universo durante e após a fase Ragnarok.
A surra que ele aplica no Homem de Ferro logo que retorna para a Terra e que descobre que o milionário usou de seu código genético para cloná-lo, é um dos marcos dessa nova fase. Eu consigo ouvir os trovões daqui.

Até o 11 de Setembro de 2001, e a retaliação de George W. Bush no Afeganistão aos ataques terroristas infligidos pelo grupo Al Qaeda à nação estado-unidense, e a ojeriza que tal ato causou no restante da população mundial aos americanos, devo admitir publicamente e jurar (estou com a mão sobre a Bíblia nesse momento) que nunca tinha visto o Capitão América com a visão que muitos leitores tinham e ainda têm dele: A bandeira americana ambulante.
Ok. O cara veste a bandeira, volta e meia está posando ao lado da bendita, tem América no nome e muitas vezes fora usado como o símbolo do American Way of Life (hoje, conceito obsoleto), mas em minha cabeça juvenil, aquele era apenas mais um herói entre tantos, cujo conceito único que me passava era que ele estava agindo pelo bem de todos e salvando pessoas.


Tal qual Batman, Superman e Homem Aranha, o Capitão é um dos meus heróis de infância. Suas aventuras estão entre as primeiras com o qual tive contato, e aprendi desde pequeno a admirá-lo por isso e apenas por isso. Se ele veste azul, roxo ou verde, sempre me foi indiferente, e eu sempre o vi como o líder dos Vingadores.
Eu já defendi esse ponto de vista aqui antes, portanto não vou me alongar mais além desses três parágrafos iniciais!
Vamos a algumas considerações:
O Capitão América é um dos personagens com menor nível de poder dos Vingadores?
Comparado a Thor, Homem de Ferro e Magnum? Sim, com certeza.
Em missões espaciais ou contra caras gigantes como o Terminus e o Galactus ele é tão eficaz quanto uma gota d’água? É.
Mas e daí?

O mais importante no Capitão não é o fato dele conseguir ou não derrubar uma parede com um soco, e sim seu espírito de liderança e ar de comando, que faz com que todos sigam suas ordens no campo de batalha sem questionar (bem, quase todos!). O Capitão é capaz de coordenar o grupo de modo a utilizar ao máximo a capacidade de cada um visando seu objetivo, e essa com certeza é uma das características mais marcantes no personagem.
Gostei muito da atitude de Rogers quando ele questionou as razões pelo qual a SHIELD e o governo queriam que a Lei de Registro Super-Humano fosse instituída na comunidade heroica e se rebelou, mas sempre me chamou mais a atenção a coragem do personagem, que enfrenta o adversário não importando a força que ele possui.


Em Desafio Infinito o cara vai pra cima do Thanos que na época estava munido da Manopla do Infinito (e que transformou os ossos do Wolverine em borracha!), quando sua posição de liderança começa a ser questionada, ele desafia o Homem de Ferro na sala de reuniões dos Vingadores, dizendo que “já arrebentou vários canalhas de armadura” e em Liga da Justiça X Vingadores ele peita ninguém mais ninguém menos que o Superman!


Você pode chamar essas atitudes de burrice, mas eu vejo como uma coragem fora dos padrões normais, e uma vontade de defender seu ponto de vista de maneira inigualável, não importando o quão grande é a força opositora.
Desculpem, mas o Capitão América é foda!

Tony Stark não é apenas o financiador dos Vingadores, o cara que nos primórdios das aventuras dos Maiores Heróis da Terra fingia ser apenas o guarda-costas de si mesmo para manter secreta sua dupla identidade. Sem sua prodigiosa armadura, que é o revestimento metálico mais caro que o dinheiro pode pagar, Stark é “um filantropo, playboy, e gênio” nas palavras de Robert Downey Jr. no filme dos Vingadores, mas vestido com ela, o cara se torna um dos super-heróis mais fenomenais da Marvel, e personagem que, assim como os demais Vingadores, eu sou ligado desde moleque.
Como já disse antes aqui, meu irmão colecionava gibis muito antes de mim, e ele sempre fora fascinado pelo Hulk, tendo o Homem de Ferro como o seu segundo herói preferido. A primeira vez que vi o Homem de Ferro em sua terceira armadura (aquela mais famosa, dos discos nas laterais dos quadris) ele estava encarando o Dr. Destino, na capa da célebre Grandes Heróis Marvel nº11.

Sempre achei fantástico o conceito do personagem ser um cara invencível dentro de sua armadura, mas padecer de um mal que, se ele não a usasse, podia matá-lo. Desde o início já achava o design do personagem um dos melhores entre todos os heróis, seja Marvel ou DC, e sua armadura vermelha e dourada era tão icônica, que até hoje, quando por um motivo ou outro ela volta a aparecer nas histórias, parece um bom motivo para comemorar.
Claro que com o tempo, alguns roteiristas começaram a incorporar alguns conceitos de Inspetor Bugiganga no latinha, e alguns gadgets toscos como os patins nas botas e a lanterna no peito passaram a fazer parte de sua armadura.
Quando alguém destruía a armadura do Homem de Ferro parcialmente ou completamente chegava a doer no coração, tal qual a cena em De Volta para o Futuro 3 em que o DeLorean é feito em pedaços por um trem. O Hulk mesmo adorava arrancar-lhe os pedaços!


Nos Vingadores, fingindo ser o guarda-costas de Tony Stark, o Vingador Dourado era o membro mais poderoso na ausência do Thor, e era o primeiro que os vilões tentavam neutralizar, na tentativa de terem alguma chance de vencer os heróis. O Conde Nefária mesmo admite que se quisesse vencer os Vingadores primeiro teria que destruir o Homem de Ferro e roubar o Mjolnir do Thor.
Outra que usa dessa estratégia é a Mística, quando ao lado da “filha” Vampira ela se metamorfoseia de Janet Van Dyne para enganar Tony e ativa um inibidor que trava sua armadura, deixando-o indefeso antes de acabar com os demais Vingadores. Essa história, aliás, é fantástica.
Pra começar, não haveria Vingadores se não fosse Tony Stark e sua herança milionária. O cara financiou todas as regalias dos heróis desde o princípio (a mansão original onde os heróis moravam era de sua família), os jatos da equipe eram projetos dele, e todos os laboratórios onde Hank McCoy e Hank Pym brincavam de cientistas malucos eram bancados e equipados por ele.


Aqui no Brasil, o único bilionário que teria cacife para bancar uma equipe de super-heróis seria o Ike Batista!
Pensamento tosco do dia: Ike Batista voando por aí em uma armadura milionária...
Bom, propensão a extravagâncias ele já tem, afinal seu filho se chama Thor!!
Hoje em dia não há quem não reconheça o personagem devido a encarnação perfeita de Robert Downey Jr. no cinema, mas antes do primeiro filme, poucas pessoas (tirando os nerds, claro) sequer sabiam quem se escondia atrás daquele capacete reluzente. É bacana que as pessoas conheçam hoje, um personagem do qual já sou fã há mais de vinte anos, mas é bom saber que o Homem de Ferro dos quadrinhos não é o Downey Jr. e que sim, ele foi e é um dos personagens mais fantásticos que o titio Stan “the man” Lee já criou.


Magnum, Homem Formiga, Vespa, Gavião Arqueiro, Miss Marvel, Feiticeira Escarlate, Visão, Thor, Capitão América e Homem de Ferro. Com uma equipe como essas, pode vir “Xis-Men”, Não Liga pra Justiça, Esquadrão Supremo ou os Mercenários do Stallone que não tem pra ninguém. É Avante Vingadores e o pau quebrando.

NAMASTE!   

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